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segunda-feira, 18 de março de 2013
Laços e deslaços ...
Porque é que é tão fácil para algumas pessoas esquecerem a origem e quebrarem os laços com o o mundo que conhecem, e é tão difícil para outras? God damn it! Dava tudo para não estar no segundo grupo ...
Boa noite e até amanhã *
segunda-feira, 4 de março de 2013
Dark Place *
Never felt this dark before. Never felt this dismay, this lump in my throat. And it's f***ing annoying not being able to spell it out to someone to hear and argue about right or wrong. So many people around, so many old and new friends living nearby ans still I feel lonely. It's f***ing annoying not have anyone around in this cruel place I'm in. This dark, cold and frightening place where my mind spends all its time.
I'm so tired to be strong, to be brave, to hold on. I wish this person living inside my body could simply collapse and be "me" again, 'cause I'm not anymore. I find myself praying silently every second of my days, speaking to something that I don't even know if does really exists, because it's the only way I find to comfort myself.
I wish I could go back to my old self, run to my own arms and feel careless again. I wish I could be the owner of my own destiny again, with no lies, no worries, no hesitations, no blame, no fear to push me back. I wish I could find the damn answers to my endless questions and my hopeless dilemmas and doubts. No more suffering, no more emptiness in my heart and no more restraint to my soul. But apparently it's too much to ask. Apparently there's a lot more to learn, to go through even if I'm tired and done with this pointless life-training. But I just can't bear it, not for too long, not anymore.
I think it's a bit as she sings: "It's not much of a life I'm living".
Sorry for that. I just needed to write down my murky feelings, hoping to send them away from me. Better days will come. I just have no idea when, but I'm sure they'll come. *
I'm so tired to be strong, to be brave, to hold on. I wish this person living inside my body could simply collapse and be "me" again, 'cause I'm not anymore. I find myself praying silently every second of my days, speaking to something that I don't even know if does really exists, because it's the only way I find to comfort myself.
I wish I could go back to my old self, run to my own arms and feel careless again. I wish I could be the owner of my own destiny again, with no lies, no worries, no hesitations, no blame, no fear to push me back. I wish I could find the damn answers to my endless questions and my hopeless dilemmas and doubts. No more suffering, no more emptiness in my heart and no more restraint to my soul. But apparently it's too much to ask. Apparently there's a lot more to learn, to go through even if I'm tired and done with this pointless life-training. But I just can't bear it, not for too long, not anymore.
I think it's a bit as she sings: "It's not much of a life I'm living".
Sorry for that. I just needed to write down my murky feelings, hoping to send them away from me. Better days will come. I just have no idea when, but I'm sure they'll come. *
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Crise existencial - Parte I
Tenho a sensação de que estou perdida (eu sabia que a maré de calma e felicidade não ia durar muito). Estou parada no tempo e no espaço, presa à incerteza que ocupou a minha cabeça por inteiro. Estou naquela fase em que só penso "porque é que eu vim para aqui, mesmo?", mas ao mesmo tempo também já cheguei à brilhante conclusão de que voltar não é o que me apetece neste momento. Nem neste momento nem num futuro muito próximo. Mas então, afinal, o que é que é suposto eu querer e/ou fazer?
Enfim ... crise existencial que parece estar a destrambelhar tudo o resto. É o que da arriscar tudo mas a meio gás e depois ter medo de seguir em frente.
Até amanhã.
Enfim ... crise existencial que parece estar a destrambelhar tudo o resto. É o que da arriscar tudo mas a meio gás e depois ter medo de seguir em frente.
Até amanhã.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Day's Song * Emeli Sandé - Clown
"From a distance my choice is simple, from a distance I can entertain so you can see me. I put make-up on my face, but there's no way you can feel it from so far away [...] My life's a circus circus, round in circles,
I'm selling out tonight."
Because at the end of the day we keep watching from faraway stories happening and we never realize how deep and real are the feelings involved. But every time we underestimate and laugh about someone's life, we forget that we can also end up with our face in tears.
See U soon *
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Day's Song * Ed Sheeran - Give me Love
Because you spend your life looking for something to embrace your heart and suddenly you realize that your soul already did that, then you become a complete living being *
... I wish we could explain how do we feel with every song that makes the whole soundtrack album of our life ... ♥
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Despedidas
Dizem que vai ficando mais fácil com o tempo, que custa menos. Mas não é verdade, não fica mais fácil e não custa menos. De todas as vezes que se repetem aqueles gestos, aquelas palavras de despedida, aqueles olhares de tristeza e a saudade que regressa nesse preciso momento ... de todas as vezes volta a mesma duvida, a mesma vontade de não ir embora. Voltam as lágrimas e a certeza de que não há no mundo nenhum outro lugar que se possa chamar de "casa" nem onde valha a pena viver. Não há nada que doa mais que dizer adeus ... Mas é por quem fica de lágrimas nos olhos por nos ver partir que vale a pena o sacrifício, é por quem fica que não se desiste.
One Love, sempre!
![]() |
| Tavira - digoeu.wordpress.com |
P.S.: Já passou um ano ... que o próximo seja melhor, aqui por terras de sua majestade e por lá em terras lusas.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Todos os dias ... e chegou Dezembro.
Todos os dias tenho vindo aqui. Todos os dias começo a escrever o que quero dizer ... e todos os dias apago porque não me sinto nas palavras que escrevo. Hoje resolvi o problema assim ...
Até a inspiração voltar ... tenham um bom Dezembro (e que passe depressa para 2012 nos dar o prazer de terminar, porque já não o suporto mais ... )
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| https://www.facebook.com/koolook.cute |
Até a inspiração voltar ... tenham um bom Dezembro (e que passe depressa para 2012 nos dar o prazer de terminar, porque já não o suporto mais ... )
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
26 anos
Meia-noite e meia, no meu relógio. Há 30 minutos que tenho 26 anos. Tenho passado os últimos dias a tentar esquecer que este dia ia chegar. Sentia-me triste sempre que pensava nisso. Pela primeira vez ia/vou passar o dia de anos sozinha e sem grandes comemorações. A nostalgia invadiu-me de tal forma que imagens de jantares de outros tempo me vinham à cabeça a toda a hora. A vontade de ver e comemorar com as minhas amigas andou este tempo todo a picar-me como agulhas, e a vontade de estar com os meus pais era ainda mais dolorosa.
Nada disso deixou de existir. A vontade de estar perto e confortavelmente na companhia das pessoas que amo continua muito presente dentro de mim, mas a verdade é que não me sinto tão mal (pelo menos neste preciso momento) como pensei. Acabei de falar com o D. ao telemóvel e foi a única chamada que recebi esta noite. Não tenciono ler mensagens nem ver facebook esta noite. Vendo bem, tentar esquecer que este é um dia supostamente especial, acabou por ajudar. Sinto-me tal e qual me sentia há 4 ou 5 horas atrás, e isso é reconfortante.
Acho que já aprendi a controlar a tristeza. Acho que já aprendi muita coisa =)
Portanto, hoje é uma dia como outro qualquer, em que por acaso se comemora a minha chegada a este mundinho estranho, há 26 anos atrás. Haverá apenas um jantarzinho a 2 (e não a 50) e depois um copinho (e apenas um) num pub qualquer.
Um beijinho aos meus pais, aos meus avós e aos meus amigos. Porque todos fizeram parte do meu caminho até aqui. Venham mais 26 (e de preferência que os próximos sejam comemorados de forma mais alegre e agitada, como foram os últimos 25). *
Nada disso deixou de existir. A vontade de estar perto e confortavelmente na companhia das pessoas que amo continua muito presente dentro de mim, mas a verdade é que não me sinto tão mal (pelo menos neste preciso momento) como pensei. Acabei de falar com o D. ao telemóvel e foi a única chamada que recebi esta noite. Não tenciono ler mensagens nem ver facebook esta noite. Vendo bem, tentar esquecer que este é um dia supostamente especial, acabou por ajudar. Sinto-me tal e qual me sentia há 4 ou 5 horas atrás, e isso é reconfortante.
Acho que já aprendi a controlar a tristeza. Acho que já aprendi muita coisa =)
Portanto, hoje é uma dia como outro qualquer, em que por acaso se comemora a minha chegada a este mundinho estranho, há 26 anos atrás. Haverá apenas um jantarzinho a 2 (e não a 50) e depois um copinho (e apenas um) num pub qualquer.
Um beijinho aos meus pais, aos meus avós e aos meus amigos. Porque todos fizeram parte do meu caminho até aqui. Venham mais 26 (e de preferência que os próximos sejam comemorados de forma mais alegre e agitada, como foram os últimos 25). *
terça-feira, 18 de setembro de 2012
(Des)Motivação
Aqui estou eu, outra vez. Em maré de desilusões, outra vez. Começa a ser repetitivo, mas pronto. Também ando em maré de meditação e acabo sempre por chegar a conclusões pouco animadoras.
Ainda não consegui encontrar um estilo, um lugar neste mundinho dos blogs. Não consigo ser metódica, não consigo falar de coisas interesantes, não consigo ser pontual nem regular. E acho que isto tudo reflecte a minha posição para com o mundo e para com a minha própria realidade. Não consegui ainda encontrar o meu lugarzinho no mundo e isso incomoda-me profundamente.
Sinto-me tão desmotivada aqui como acho que todos vocês se sentem aí. É tão frustrante, tão injusto, tão inacreditável que lutemos e lutemos e lutemos mais ainda e já nem no mesmo lugar consigamos ficar, já estamos a começar a ser empurrados para trás. Eu não estou em Portugal mas sinto que estou a viver o mesmo que cada um aí. Aqui também se luta imenso, também se dá o litro sem receber boas coisas em troca. O dinheiro não é o que era suposto e esta procura por uma vida melhor não está a dar-nos nada que o nosso país não nos desse. Já começamos a sentir os efeitos de sermos "Portugueses em Londres", e muitas vezes já somos rotulados de "refugiados económicos". A vontade de ir trabalhar já começa a ser nula e a única coisa que me mantém cheia de força para me levar ao trabalho todos os dias é saber que todas as Sextas-feiras vou receber (e sim, agora sei o que é trabalhar por precisar, por necessidade, e não por gosto).
Muitas são as vezes em que pondero mudar de trabalho e começar a procurar uma coisa melhor, mas a verdade é que este trabalho ridículo numa sapataria me dá uma garantia gigante, que um sítio novo jamais me poderá dar. O dinheiro é certo, sempre que estou apertada dão-me mais dias e se precisar de ajuda eu sei que eles não me deixam ficar mal. Mas sei que isto não me vai levar a lado nenhum. Vender sapatos caríssimos a mulheres ricas, sem noção do valor do dinheiro, e com os pés mais horriveis que existem no mundo, não é propriamente o emprego de sonho de ninguém (digo eu, não sei).
O D. cá continua a lutar para encontrar um trabalho fixo e estável, mas isso parece ainda mais difícil. Salvam-nos os biscates aqui e ali, que o fazem ganhar qualquer coisinha. Mas a coisa tá feia. Enfim ...
No final de Outubro temos de mudar de casa outra vez e a procura que fazemos a cada dia motiva pouco. Uma Sales Assistant e um desempregado têm poucas hipoteses de encontrar alguma coisa em condições e barata. A única coisa boa é que vamos a Portugal no final de Outubro, mas até isso vai coincidir com a mudança, e vai-nos fazer passar o inferno. Enfim, é melhor nem pensar.
Tudo isto me tem feito entrar numa espiral de stress e desmotivação que só visto. O sistema nervoso disparou, o meu estômago não dá descanso com as dores e indigestões, o meu cabelo começa a ter mazelas associadas ao stress (sintomas recorrentes, que me foram diagnosticados numa outra altura de sofrimento), o sono já não vem e quando durmo acordo mais cansada do que me deitei (e eu que pensava que isso já não era possivel).
E pronto. História contada, desabafo feito e aqui vamos nós seguir em frente.
Beijinho e até já *
Ainda não consegui encontrar um estilo, um lugar neste mundinho dos blogs. Não consigo ser metódica, não consigo falar de coisas interesantes, não consigo ser pontual nem regular. E acho que isto tudo reflecte a minha posição para com o mundo e para com a minha própria realidade. Não consegui ainda encontrar o meu lugarzinho no mundo e isso incomoda-me profundamente.
Sinto-me tão desmotivada aqui como acho que todos vocês se sentem aí. É tão frustrante, tão injusto, tão inacreditável que lutemos e lutemos e lutemos mais ainda e já nem no mesmo lugar consigamos ficar, já estamos a começar a ser empurrados para trás. Eu não estou em Portugal mas sinto que estou a viver o mesmo que cada um aí. Aqui também se luta imenso, também se dá o litro sem receber boas coisas em troca. O dinheiro não é o que era suposto e esta procura por uma vida melhor não está a dar-nos nada que o nosso país não nos desse. Já começamos a sentir os efeitos de sermos "Portugueses em Londres", e muitas vezes já somos rotulados de "refugiados económicos". A vontade de ir trabalhar já começa a ser nula e a única coisa que me mantém cheia de força para me levar ao trabalho todos os dias é saber que todas as Sextas-feiras vou receber (e sim, agora sei o que é trabalhar por precisar, por necessidade, e não por gosto).
Muitas são as vezes em que pondero mudar de trabalho e começar a procurar uma coisa melhor, mas a verdade é que este trabalho ridículo numa sapataria me dá uma garantia gigante, que um sítio novo jamais me poderá dar. O dinheiro é certo, sempre que estou apertada dão-me mais dias e se precisar de ajuda eu sei que eles não me deixam ficar mal. Mas sei que isto não me vai levar a lado nenhum. Vender sapatos caríssimos a mulheres ricas, sem noção do valor do dinheiro, e com os pés mais horriveis que existem no mundo, não é propriamente o emprego de sonho de ninguém (digo eu, não sei).
O D. cá continua a lutar para encontrar um trabalho fixo e estável, mas isso parece ainda mais difícil. Salvam-nos os biscates aqui e ali, que o fazem ganhar qualquer coisinha. Mas a coisa tá feia. Enfim ...
No final de Outubro temos de mudar de casa outra vez e a procura que fazemos a cada dia motiva pouco. Uma Sales Assistant e um desempregado têm poucas hipoteses de encontrar alguma coisa em condições e barata. A única coisa boa é que vamos a Portugal no final de Outubro, mas até isso vai coincidir com a mudança, e vai-nos fazer passar o inferno. Enfim, é melhor nem pensar.
Tudo isto me tem feito entrar numa espiral de stress e desmotivação que só visto. O sistema nervoso disparou, o meu estômago não dá descanso com as dores e indigestões, o meu cabelo começa a ter mazelas associadas ao stress (sintomas recorrentes, que me foram diagnosticados numa outra altura de sofrimento), o sono já não vem e quando durmo acordo mais cansada do que me deitei (e eu que pensava que isso já não era possivel).
E pronto. História contada, desabafo feito e aqui vamos nós seguir em frente.
Beijinho e até já *
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Mundo dos sonhos e finais (in)felizes ...
Quem me dera viver no mundo dos sonhos. Algures entre Nárnia e Hogwarts. Num mundo onde as desilusões são sempre vencidas e onde as coisas boas acabam sempre por nos devolver o sorriso aos lábios e o aconchego ao coração.
Mas não posso viver num mundo desses porque tudo o que é perfeito não existe. E eu não consigo trazer a mínima perfeição ao meu mundo. Aqui as tristezas dificilmente são superadas e as desilusões ... as desilusões acompanham-nos o resto das nossas vidas. E no fim da história não há final feliz. Pelo menos na maior parte das vezes.
Ando afastada daqui porque nunca foi minha intenção transformar este blog num mural de lamentações, mas foi isso que acabou por acontecer. Espero conseguir mudar isso, apesar de não saber quando me vou sentir inspirada o suficiente para falar de outra coisa que não sejam as minhas angústias e tristezas.
Enfim ... a moral da história é que nunca podemos ficar nos sítios onde somos felizes. Sempre que atingimos a felicidade e a realização somos obrigados a dar um passo em frente e avançar para outra história, outra luta, outro desafio. E mesmo que queiramos ficar parados e viver felizes e estagnados para sempre naquele "momento", não podemos. É um bocadinho como a idade: nascemos, crescemos, atingimos o auge das nossas vidas e de repente começamos a envelhecer e aos poucos vamos aproximando-nos do fim, até que simplesmente "acabamos". É isso que acontece com os momentos bons. E até voltarmos a ter um novo, o sofrimento é indescritível.
Só para contrariar sad mood, fica a minha música de fundo desta noite de 2ª feira.
Um beijinho e até já *
Mas não posso viver num mundo desses porque tudo o que é perfeito não existe. E eu não consigo trazer a mínima perfeição ao meu mundo. Aqui as tristezas dificilmente são superadas e as desilusões ... as desilusões acompanham-nos o resto das nossas vidas. E no fim da história não há final feliz. Pelo menos na maior parte das vezes.
Ando afastada daqui porque nunca foi minha intenção transformar este blog num mural de lamentações, mas foi isso que acabou por acontecer. Espero conseguir mudar isso, apesar de não saber quando me vou sentir inspirada o suficiente para falar de outra coisa que não sejam as minhas angústias e tristezas.
Enfim ... a moral da história é que nunca podemos ficar nos sítios onde somos felizes. Sempre que atingimos a felicidade e a realização somos obrigados a dar um passo em frente e avançar para outra história, outra luta, outro desafio. E mesmo que queiramos ficar parados e viver felizes e estagnados para sempre naquele "momento", não podemos. É um bocadinho como a idade: nascemos, crescemos, atingimos o auge das nossas vidas e de repente começamos a envelhecer e aos poucos vamos aproximando-nos do fim, até que simplesmente "acabamos". É isso que acontece com os momentos bons. E até voltarmos a ter um novo, o sofrimento é indescritível.
Só para contrariar sad mood, fica a minha música de fundo desta noite de 2ª feira.
Um beijinho e até já *
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
View of Paradises - 1
Ia-me pôr para aqui a dizer baboseiras e então resolvi manter-me caladinha e apreciar o que tanto me fazia falta agora (outra vez a mesma conversa, que chata!)
OK, keep dreaming babe. One day it'll happen ... again!
E pronto. Só para manter o blog actualizado e não ficar tão ausente como da ultima vez. Em breve trago novidades das aventuras novas (ou velhas, depende do ponto de vista).
Beijão e até já ... (I hope)
OK, keep dreaming babe. One day it'll happen ... again!
E pronto. Só para manter o blog actualizado e não ficar tão ausente como da ultima vez. Em breve trago novidades das aventuras novas (ou velhas, depende do ponto de vista).
Beijão e até já ... (I hope)
sábado, 26 de maio de 2012
Coisas!
Hoje mudei de poiso e passei-me para o quarto. E agora é estendida na cama a apanhar uns belos raios de sol que vos escrevo. =)
Só venho cá dizer 2 coisinhas muito rápidas:
1ª- Está um calor insuportável nesta terra! Não consigo dormir decentemente há 3 noites porque o meu quarto passa o dia a apanhar sol e à noite continua forno. É janela aberta, é lençol no chão e nada. Mas a corzinha vai chegando à pele, aos poucos =)
2ª- Aaaaaaaahhhhhhh!!! Lol! É mesmo só isto porque nao posso dizer mais. lol Mas apetecia-me desabafar este grito convosco.
Beijo enorme, morto de saudades e a contar os dias que faltam até meio de Agosto. *
Só venho cá dizer 2 coisinhas muito rápidas:
1ª- Está um calor insuportável nesta terra! Não consigo dormir decentemente há 3 noites porque o meu quarto passa o dia a apanhar sol e à noite continua forno. É janela aberta, é lençol no chão e nada. Mas a corzinha vai chegando à pele, aos poucos =)
2ª- Aaaaaaaahhhhhhh!!! Lol! É mesmo só isto porque nao posso dizer mais. lol Mas apetecia-me desabafar este grito convosco.
Beijo enorme, morto de saudades e a contar os dias que faltam até meio de Agosto. *
segunda-feira, 21 de maio de 2012
F*cking tired
Aqui estou eu, sentadinha no mesmo lugar, à janela e levar com os ultimos raios de sol na cara. Sabe bem, mesmo que não aqueça.
Estou tão cansada ... sinto que ando a ficar esgotada. E estou a aproveitar o bocadinho de paz e descanço que posso ter durante o dia de hoje, porque daqui a nada estou a mergulhar em trabalho novamente. Ando há dias sem folgas. Amanhã lá vou ter uma fokguinha mas de folga não vai ter nada, porque tenho de usar o dia para tudo aquilo que tenho para fazer e não consigo nos outros dias.
Não estou a dizer nada de jeito, por isso vou parar por aqui. Só relembrar que as saudades estão a consumir-me e o ânimo às vezes vacila. Enfim.
Beijinho grande e "até já".
Estou tão cansada ... sinto que ando a ficar esgotada. E estou a aproveitar o bocadinho de paz e descanço que posso ter durante o dia de hoje, porque daqui a nada estou a mergulhar em trabalho novamente. Ando há dias sem folgas. Amanhã lá vou ter uma fokguinha mas de folga não vai ter nada, porque tenho de usar o dia para tudo aquilo que tenho para fazer e não consigo nos outros dias.
Não estou a dizer nada de jeito, por isso vou parar por aqui. Só relembrar que as saudades estão a consumir-me e o ânimo às vezes vacila. Enfim.
Beijinho grande e "até já".
sábado, 19 de maio de 2012
Someone else's life
Sempre pensei no "Querido, mudei a casa" quando ouvia esta música. Acho que foi sempre por nunca ter dado atenção à letra. Mas há dois dias atrás ouvi com atenção e percebi que diz tudo aquilo que sinto e que quero dizer, mas que nem sempre sei como. Sinto que ando a viver ... a vida de outra pessoa.
Eu já não sou a mesma pessoa, sou outra bem diferente. Mas não deixo de sentir falta das pessoas que me são importantes. O amor que sinto por elas continua igual, dentro do meu coraçãozinho. E é por elas que sinto sempre esta vontade de ir para casa. Se pudesse ... só queria abraçá-las, ouvi-las, admirá-las. Porque é isso que realmente faz de mim aquilo que sempre fui e que agora parece que estou a perder ... Porque as mensagens e recados já não são suficientes, não é a mesma coisa. E começo a precisar de um bocadinho mais que isso.
Fica aqui, então. Enjoy it.
... But I'm not going home ... soon.
Eu já não sou a mesma pessoa, sou outra bem diferente. Mas não deixo de sentir falta das pessoas que me são importantes. O amor que sinto por elas continua igual, dentro do meu coraçãozinho. E é por elas que sinto sempre esta vontade de ir para casa. Se pudesse ... só queria abraçá-las, ouvi-las, admirá-las. Porque é isso que realmente faz de mim aquilo que sempre fui e que agora parece que estou a perder ... Porque as mensagens e recados já não são suficientes, não é a mesma coisa. E começo a precisar de um bocadinho mais que isso.
Fica aqui, então. Enjoy it.
Michael Bublé - Home
... But I'm not going home ... soon.
domingo, 13 de maio de 2012
Mesmo quando tudo corre bem ...
... as saudades apertam.
Tudo tem corrido dentro do esperado. Trabalhinho nuns dias, curso nos outros (às vezes coincide trabalho e curso no mesmo dia, o que me deixa mortíssima, mas pronto), casinha que adoro num sitio muito bom (pelo menos para recém-chegados a Londres e com pouca capacidade financeira), amiguinhos sempre perto, projectos em andamento, tudo! Mas ... há sempre um mas. Às vezes todas estas coisas que correm tão bem, fazem-me sentir triste e cheia de saudades.
Não é só por saber que em Portugal está tanto calor e que toda a gente está na praia; não é só por saber que todos os meus amigos vão aproveitando o início de mais um Verão em festas, noitadas e prainha, enquanto eu ando aqui a ser massacrada pela chuva; não é só por saber que mais uma Semana Académica de Faro passou e eu não estive presente; não é só por saber que o conforto que tenho aqui não é nada comparado com o que tenho lá; é por não poder partilhar com "aquelas" pessoas tudo aquilo que estou constantemente a viver. Todos os altos e baixos, todas as certezas e dúvidas, todos os sorrisos e lágrimas. Por mais que conte aqui, ou fale por mensagens e facebook, nunca é a mesma coisa. A distância está sempre presente, e às vezes torna-se mais forte quando a vida começa a correr melhor, porque apesar de melhor às vezes parece que não faz muito sentido lutar para ser feliz e não poder partilhar essa felicidade, essas vitórias com as pessoas que nos são tão importantes.
Anyway, não pensem que por dizer tudo isto estou triste. Não estou, de todo. É só mais um dos meus desabafos. Afinal, os tugas são sentimentais e eu não sou diferente. =)
A nossa M. já chegou e o Johnny (the Dog) também! O A. e o C. vieram trazê-los e a viagem de carro desde o Algarve até Bethnal Green foi uma aventura! Mas foi muito bom tê-los cá e é bom saber que agora já estamos cá todos, os 5 inquilinos da super-casa! =P Os primeiros dias não vão ser fáceis para a M., mas acredito que vai correr tudo bem e que ela se vai habituar rápidinho =) Afinal, está finalmente com o S. e nós estamos cá para ajudar e fazer companhia, também.
Hoje foi dia de passeio pelo mercado de Brick Lane o que valeu bem a pena! A comidinha é fantástica e as bancas têm todas coisas lindiiiiissimas! E lá tive direito a prenda do namorado e tudo, que me ofereceu uma daquelas bandoletes pretas/metálicas com uma pena aplicada de lado. Adoro! São estas coisinhas que nos fazem sentir bem em Londres. A mistura das culturas,das raças, das tradições e das coisas bonitas e originais. =)
E pronto. Amanhã é dia de trabalho outra vez e o tempo nesta terra voa. Penso sempre em fazer mil e quinhentas coisas mas nunca consigo. Esta semana até no Domingo vou trabalhar. Onde é que já se viu?! (até parece que em Portugal não trabalhava aos Domingos nem nada) =)
Enfim. Um beijinho a todos, cheio de saudades *
Tudo tem corrido dentro do esperado. Trabalhinho nuns dias, curso nos outros (às vezes coincide trabalho e curso no mesmo dia, o que me deixa mortíssima, mas pronto), casinha que adoro num sitio muito bom (pelo menos para recém-chegados a Londres e com pouca capacidade financeira), amiguinhos sempre perto, projectos em andamento, tudo! Mas ... há sempre um mas. Às vezes todas estas coisas que correm tão bem, fazem-me sentir triste e cheia de saudades.
Não é só por saber que em Portugal está tanto calor e que toda a gente está na praia; não é só por saber que todos os meus amigos vão aproveitando o início de mais um Verão em festas, noitadas e prainha, enquanto eu ando aqui a ser massacrada pela chuva; não é só por saber que mais uma Semana Académica de Faro passou e eu não estive presente; não é só por saber que o conforto que tenho aqui não é nada comparado com o que tenho lá; é por não poder partilhar com "aquelas" pessoas tudo aquilo que estou constantemente a viver. Todos os altos e baixos, todas as certezas e dúvidas, todos os sorrisos e lágrimas. Por mais que conte aqui, ou fale por mensagens e facebook, nunca é a mesma coisa. A distância está sempre presente, e às vezes torna-se mais forte quando a vida começa a correr melhor, porque apesar de melhor às vezes parece que não faz muito sentido lutar para ser feliz e não poder partilhar essa felicidade, essas vitórias com as pessoas que nos são tão importantes.
Anyway, não pensem que por dizer tudo isto estou triste. Não estou, de todo. É só mais um dos meus desabafos. Afinal, os tugas são sentimentais e eu não sou diferente. =)
A nossa M. já chegou e o Johnny (the Dog) também! O A. e o C. vieram trazê-los e a viagem de carro desde o Algarve até Bethnal Green foi uma aventura! Mas foi muito bom tê-los cá e é bom saber que agora já estamos cá todos, os 5 inquilinos da super-casa! =P Os primeiros dias não vão ser fáceis para a M., mas acredito que vai correr tudo bem e que ela se vai habituar rápidinho =) Afinal, está finalmente com o S. e nós estamos cá para ajudar e fazer companhia, também.
Hoje foi dia de passeio pelo mercado de Brick Lane o que valeu bem a pena! A comidinha é fantástica e as bancas têm todas coisas lindiiiiissimas! E lá tive direito a prenda do namorado e tudo, que me ofereceu uma daquelas bandoletes pretas/metálicas com uma pena aplicada de lado. Adoro! São estas coisinhas que nos fazem sentir bem em Londres. A mistura das culturas,das raças, das tradições e das coisas bonitas e originais. =)
E pronto. Amanhã é dia de trabalho outra vez e o tempo nesta terra voa. Penso sempre em fazer mil e quinhentas coisas mas nunca consigo. Esta semana até no Domingo vou trabalhar. Onde é que já se viu?! (até parece que em Portugal não trabalhava aos Domingos nem nada) =)
Enfim. Um beijinho a todos, cheio de saudades *
sábado, 24 de março de 2012
News ... on a sad weekend
E hoje é Sábado à noite. Outra vez. Começo a odiar os Sábados à noite aqui. Para já porque aqui e 6ª é "a" noite e os Sábados só me lembram que continuo fechada em casa, noite após noite. Enfim.
Novidades não há muitas. Só quero sair desta casa rápido e já estou à procura, mas não sei quanto tempo levaremos para encontrar casa para todos (8 mais precisamente). Se não algum dia transformo-me num monstro e começo a infernizar-lhes a vida até eles irem embora!
Outra novidade, a 2 dias da confirmação oficial, é que devo começar um curso prático de Getsão de Eventos no fim de Abril, na Universidade de Londres. Já fiz a entrevista, que correu lindamente, e fui aceite. Agora é só tratar das burocracias. Mas uma vez mais o meu inglês foi altamente elogiado, o que foi muito bom de ouvir. Só não percebo porque raio continuo eu a achar que o meu inglês ainda tem falhas inaceitáveis, mas isso parece não incomodar mais ninguém. Anyway, explicaram-me tudo, inclusivamente que a partir da 3ª semana de curso começamos a preparar o Main Project com um budget de £2000 (será que ela disse mais e eu percebi mal? É que me parece pouco. Mas se for só isso, conseguirei na mesma).
Partilhando aqui convoco e com mais ninguém ... ainda bem que encontrei este curso e que o vou fazer primeiro antes de tirar o mestrado, porque não sei mesmo se é isto que quero. Eu acho que sim, depois de tudo o que já fiz lá para trás, é de acreditar que tenho o dom. Mas ... será que é isso? Enfim. Vamos lá experimentar, ganhar mais formação e curriculo, e ver se gosto. E se gostar mesmo ... então iremos ao mestrado.
Hoje estou um bocadinho menos animada mas não o suficiente para falar muito. Acho que são os efeitos de passar os dias de folga sozinha. O D. foi fazer um trial shift no mesmo restaurante onde o N. trabalha e eles gostaram dele, por isso ficou logo a trabalhar a noite. Fiquei muito mas muite feliz por ele, por ter arranjado outro trabalho e poder conciliar os 2. Mas para mim são muitas horas sozinha, sem ver nada para além destas 4 paredes e 2 computadores. Claro que posia sair e ir passear sozinha mas ... sozinha em East Ham?! Ou ir para o centro e ter de gastar dinheiro que não tenho? Não. Não pode ser. Ainda por cima só tenho vontade de comer, como é normal quando se está muito tempo em casa, e eu não posso continuar a comer assim. Estou a engordar a olhos vistos. A ansiedade, a tristeza e a solidão dão-me para isto e não é nada bom. Ainda por cima deixei de fumar. No máximo fumo 1 cigarro por semana, o que não é nada para quem já fumou horrores. E a porcaria da comida daqui não ajuda, por isso só como doces e porcarias e estou mesmo mesmo a tratar mal o meu corpo. Enfim. Falar disto também não me anima, por isso vou calar a matraca e tentar (a muito custo) adormecer.
Beijinho a todos. Hoje em especial à minha (ex)equipa que está em Lloret de Mar, novamente. Aproveitem maltinha! Sinto muito a vossa falta e tenho muita muita pena de não estar aí convosco, a fazer o trabalho que verdadeiramente gosto. Mas nunca vos esqueço! Equipa Algarve A.K.A Gang do Crucifixo sempre em alta! =')
Novidades não há muitas. Só quero sair desta casa rápido e já estou à procura, mas não sei quanto tempo levaremos para encontrar casa para todos (8 mais precisamente). Se não algum dia transformo-me num monstro e começo a infernizar-lhes a vida até eles irem embora!
Outra novidade, a 2 dias da confirmação oficial, é que devo começar um curso prático de Getsão de Eventos no fim de Abril, na Universidade de Londres. Já fiz a entrevista, que correu lindamente, e fui aceite. Agora é só tratar das burocracias. Mas uma vez mais o meu inglês foi altamente elogiado, o que foi muito bom de ouvir. Só não percebo porque raio continuo eu a achar que o meu inglês ainda tem falhas inaceitáveis, mas isso parece não incomodar mais ninguém. Anyway, explicaram-me tudo, inclusivamente que a partir da 3ª semana de curso começamos a preparar o Main Project com um budget de £2000 (será que ela disse mais e eu percebi mal? É que me parece pouco. Mas se for só isso, conseguirei na mesma).
Partilhando aqui convoco e com mais ninguém ... ainda bem que encontrei este curso e que o vou fazer primeiro antes de tirar o mestrado, porque não sei mesmo se é isto que quero. Eu acho que sim, depois de tudo o que já fiz lá para trás, é de acreditar que tenho o dom. Mas ... será que é isso? Enfim. Vamos lá experimentar, ganhar mais formação e curriculo, e ver se gosto. E se gostar mesmo ... então iremos ao mestrado.
Hoje estou um bocadinho menos animada mas não o suficiente para falar muito. Acho que são os efeitos de passar os dias de folga sozinha. O D. foi fazer um trial shift no mesmo restaurante onde o N. trabalha e eles gostaram dele, por isso ficou logo a trabalhar a noite. Fiquei muito mas muite feliz por ele, por ter arranjado outro trabalho e poder conciliar os 2. Mas para mim são muitas horas sozinha, sem ver nada para além destas 4 paredes e 2 computadores. Claro que posia sair e ir passear sozinha mas ... sozinha em East Ham?! Ou ir para o centro e ter de gastar dinheiro que não tenho? Não. Não pode ser. Ainda por cima só tenho vontade de comer, como é normal quando se está muito tempo em casa, e eu não posso continuar a comer assim. Estou a engordar a olhos vistos. A ansiedade, a tristeza e a solidão dão-me para isto e não é nada bom. Ainda por cima deixei de fumar. No máximo fumo 1 cigarro por semana, o que não é nada para quem já fumou horrores. E a porcaria da comida daqui não ajuda, por isso só como doces e porcarias e estou mesmo mesmo a tratar mal o meu corpo. Enfim. Falar disto também não me anima, por isso vou calar a matraca e tentar (a muito custo) adormecer.
Beijinho a todos. Hoje em especial à minha (ex)equipa que está em Lloret de Mar, novamente. Aproveitem maltinha! Sinto muito a vossa falta e tenho muita muita pena de não estar aí convosco, a fazer o trabalho que verdadeiramente gosto. Mas nunca vos esqueço! Equipa Algarve A.K.A Gang do Crucifixo sempre em alta! =')
quinta-feira, 15 de março de 2012
Lealdade
Ontem escrevi isto que vos vou mostrar, ao som da múscia que também vou partilhar e que muito me faz chorar, mas que não consegui nem tive vontade de publicar ontem:
"Todos os dias tenho vontade de vir cá escrever. Várias vezes no mesmo dia presencio coisas que gostava muito de partilhar aqui, mas não consigo actualizar facebook e blog a meio do dia, no meio da rua porque o meu misero telemóvel é do século VIII e não há dinheiro pra coisas melhores. Depois, quando chego a casa à noite, o meu humor e a minha disposição nunca são os melhores. E a maior parte das coisas divertidas que poderia querer partilhar, simplesmente evaporam-se da minha mente. Então, deixo de ter motivação para cá vir.
Mas hoje estou aqui porque sinto um aperto no peito (aquele tipo de aperto que parece que até nos tira o ar) e preciso de pôr cá para fora o que estou a sentir. Não sei se já disse isto aqui antes ou não, mas vou (re)dizer: não me importo que as pessoas pensem mal ou não compreendam as lamentações dos outros. Eu sou do tipo de pessoas que adora escrever mas só o consegue fazer quando está triste. As palavras fluem melhor, as ideias ficam mais claras e definidas na minha cabeça e é mais fácil ser euu mesma. Como tal, não preciso de criticas ou más interpretações. Se for para me magoar mais, por favor, não digam porque é mesquinho.
Hoje não consigo aguentar mais coisas mesquinhas, mais coisas que me façam sofrer. Porque os dias têm sido muito tristes aqui. Estou contente por ver as coisas a caminharem (ainda que a um passo muito lento) para algo melhor, mas não consigo sentir-me feliz. Não consigo fechar os olhos e sorrir por sentir que "é isto". A maior parte das vezes tenho até de evitar fechar os olhos para não cair nenhuma lágrima. Sinto falta do que é importante, do que sempre fez parte de mim e me foi tirado (engraçado dizer isto assim porque fui eu mesma que deixei essas coisas que agora digo terem-me sido tiradas, mas pronto). Sinto um aperto tão forte cá dentro do peito que chega a doer. E as músicas que me tocam, as palavras que digo ou oiço das pessoas que gosto e a falta de momentos verdadeiramente bons, não ajudam em nada. Sinto que desde que vim embora, todas as desgraças que nunca aconteceram enquanto estive perto se lembraram de acontecer agora que estou longe. E mata-me saber que não posso estar onde devia e queria, agora.
Não me apetece falar, caso contrário não precisaria de escrever."
Hoje li isto, e a minha vontade de falar foi mais forte que nos outros dias.
Já se passaram 2 meses desde que vim embora. Já se passaram quase 3 desde que escrevi aquelas palavras num dia em que, mais que inspiração, tinha alegria dentro do coração. Hoje não sei muito bem onde está essa alegria. Não deixei de rir nem de sorrir, porque prometi à Dona O. (mãe da minha querida A.M.) que nunca o faria, mas na verdade não o faço com verdadeira felicidade. Não vou dizer que estou pior do que estava aí, porque na verdade sinto que estou a lutar e que essa luta me está a levar aos poucos (em passos bem pequeninos, mas passos) a algum sítio. Mas pensei que estaria melhor. Pensei que seria mais fácil, mais compensador, mais motivador, e não é.
Mas continuando, reler tudo aquilo que escrevi fez-me perceber o quando eu amo, o quanto eu admiro e respeito as coisas que me são importantes. Consegui encontrar nas minhas palavras a carecteristica que mais gosto em mim (e não, não estou a ser convencida nem preciso de ser modesta) : lealdade.
Eu sei que por aí existem muitos que não me consideram fiel, leal e verdadeiramente comprometida. Não os posso recriminar, pois lá terão as suas razões. Mas eu sei, eu sei, que isso não é verdade. Eu sei quem sou e como sou, e sei que nunca (jamais) serei capaz de virar as costas ou faltar ao respeito a alguém que ocupe um lugar no meu coração e na minha existência. Todos os erros que cometi no passado não definem a pessoa que sou e a minha dedicação a quem me completa é infinta e interminável. Eu nunca esqueço, sabem elas bem, que me lembro até das roupas que usamos em cada ocasião especial há 10 ou 15 anos atrás. Eu nunca viro as costas, nem mesmo quando sou magoada por quem mais amo. E nunca deixo de gostar mesmo quando simplesmente me apercebo que as pessoas deixaram de se lembrar de mim. Não levo a mal, porque a vida é assim mesmo, é feita de momentos e as pessoas que presenciam ou fazem parte desses momentos são as pessoas que passam a ser lembradas mais facilmente. E eu já estou longe de algumas das pessoas que amo há muito tempo, há bem mais de 2 meses atrás.
Anyway, o bom de tudo isto é que a minha adoração por tais seres nunca deixa a minha memória distorcer-se. Posso mesmo dizer que desde que vim para cá as minhas memory skills have been improved significantly. Como diz a M., eu treino a minha memória ao lembrar-me de gente que está tão longe (temporalmente) e com quem já mal mantenho contacto.
Enfim, acho que com a gripe que estou a chocar não consigo puxar mais pelas palavras. Lá está, o que ganhei em memória vou perdendo em writing skills, mas pronto. Ninguém é perfeito.
Palavra especial para alguém querido. "Só quero que fique bem, que se ponha boa e que não sofra mais. Beijinho grande para si, Avó G."
Beijinho a todos e até breve.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Sadness ...
That was my mood the whole day.
Sometimes I tried to smile, but the grief came over me, over and over again.
So ... here I am, trying not to remember all the good moments I had lived because they make me cry, and trying to forget all the bad moments, which make me cry as well. =(
Oh happiness, where the hell are you?! *
.
Sometimes I tried to smile, but the grief came over me, over and over again.
So ... here I am, trying not to remember all the good moments I had lived because they make me cry, and trying to forget all the bad moments, which make me cry as well. =(
Oh happiness, where the hell are you?! *
.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
1º grande e triste desabafo ...
Voltei! Fui rápida, não fui? Enfim, acho que vou fazer hoje o que não fiz ontem, aqui: desabafar.
Ando um bocadinho desânimada/desmotivada. Porquê?! Bem, existem vários motivos, cada um com a sua cota de importância aqui no infortúnio da menina.
O mais insignificante dos motivos é a existência dos flatmates desconhecidos. Passo a explicar: cá em casa somos 12 (acho que o 13º não foi confirmado, por isso continuamos a ser 12), 7 portugueses todos amigos e conhecidos, mais 1 brasileiro que até é +/- simpático e alinha na convivência tuga, 1 inglês (ou talvez seja australiano) que pouco ou nada fala e mantém o seu gato clandestinamente escondido no quarto (não que isso me incomode, porque gosto de gatos, mas a falta de honestidade não é coisa que me fascine), e o maldito trio (à espera do 4º elemento) de bulgaros/romenos ou qq coisa desse género. São um casal, um miúdo e ela ainda por cima está grávida. São insuportáveis!!! Além de não educarem decentemente a criança, também não o controlam e ele só deve ter uns 3 ou 4 anos, mas é um terror muito chato. Eles usam as coisas deles e logo a seguir escondem-nas (e isso é compreensivel) mas também usam os utensílios comuns e deixam-nos num estado anti-higienico que não dá para descrever. Cozinham e deixam tudo cheio de óleo e gordura e restos por todo o lado. Na única casa-de-banho desta casa, fecham a porta sem ninguém lá dentro para impedir o resto dos moradores de a usarem em determinadas alturas, e a higiene também não é muita, mas pronto. Ele faz-se de querido e simpático e amiguinho e na verdade é um falso mentiroso que só visto! E pior, é racista assumido! Dá para acreditar nisto tudo?! Não, não é para mim aturar isto. Mas como posso eu ir embora daqui? Para onde vou? Como vou conseguir pagar outra casa? =X
Esquecendo os malditos, incomoda-me sentir-me tão sozinha e desamparada. Fazem-me falta os amigos e as amigas. Eu nunca soube viver sem amigos por perto, sem a possibilidade de desanuviar e ver várias pessoas diferentes. Aqui não é assim. Eu sei que tenho de me dar por feliz e contente por ter tantas pessoas conhecidas dentro da minha própria casa, e acreditem que dou. Sei a sorte que tenho nesse sentido. Mas não me chega. Ficar em casa, aqui, é mil vezes mais sufocante que ficar em casa aí. Não tenho onde ir nem pessoas para visitar. Tenho imensas saudades mas não tenho ninguém para matar as saudades. Sinto-me um animal perdido nesta cidade gigantesca. Sinto que tudo aqui é novo para mim mas na verdade eu não tenho oportunidade de conhecer nada dessa novidade.
Em relação ao trabalho e aos estudo ... bem ... sobre isso nem sei por onde começar. A minha cabeça está caótica. Não consigo perceber nada, nem sequer o que vai dentro dos meus pensamentos. Como diz o D., não sei o quero.
Há dias tive uma pequena conversa com a M. e o N. e disse-lhe coisas de uma forma que ainda não tinha dito a ninguém, mas que são uma grande verdade (ou pelo menos uma parte dessa grande verdade que me representa). Eu sou uma menina mimada a quem nunca faltou nada e que sempre teve e fez o que queria. Nunca me vi obrigada a debater-me com grandes dificuldades, nunca tive necessidade de fazer sacrificios ou escolhas realmente importantes na vida. Eu até tirei um curso que na verdade não gosto só porque não sabia o que mais escolher!! E porque sempre quis ter direito a aproveitar a minha vida académica, com tudo o que ela incluía. A única coisa boa nessa escolha foi ir parar à melhor Escola Superior onde poderia ter ido, e a família que lá fiz é uma família para a vida. Mas o resto ... o resto foi tudo em vão e sem grande significado. Claro "tenho um canudo!", mas ... e depois?! Não é o que eu gosto e não é uma coisa que eu exerça bem e/ou por vontade. A culpa não foi de ninguém, na verdade. O meus pais não me obrigaram a tirar curso nenhum nem sequer me obrigaram a fazer as coisas como eles queriam. Tenho a certeza que fizeram o melhor para mim, sempre! Mas não podiam ter evitado que eu seguisse o caminho que segui. E também não foi minha, porque na verdade eu escolhi o que achei que me faria feliz. Infelizmente, enganei-me.
Às vezes sinto-me tentada a sentir inveja ou ciúmes das pessoas que sempre souberam o que queriam e lutaram por isso para o conseguir. Mas a inveja não é uma das minha caracteristicas. Nunca foi. E não consigo olhar para ninguém e pensar "queria ser assim e ter aquilo que X tem". Não consigo sentir isso. A única coisa que penso é "eu só queria saber o que quero e o que gosto, como uma pessoa normal!".
No meio disto tudo, é claro que estou chateada e preocupada por ainda não ter arranjado trabalho. Passo a vida a pensar onde raio estarei a errar para não ser escolhida. Encontro mil e um motivos e desculpas para justificar o facto de nunca me escolherem para as funções, mas cá no fundo sei que não fui feita para isto. Hoteis e Restaurantes não me atraem e eu sou mimada e teimosa o suficiente para não conseguir imaginar-me a trabalhar num deles. Eu juro que me esforço nas entrevistas, que dou o meu melhor nos trials e que fico com vontade de chorar sempre que percebo que não vou ficar com o trabalho. Mas acho que, inconscientemente, a culpa deve ser minha e o meu cérebro deve transmitir qualquer coisa negativa ao cérebro dos employers. E então começo a pensar "Vou mudar de área! Vou arranjar um trabalho num starbucks, numa loja ou qualquer coisa do género só para poder ganhar dinheiro e dedicar-me a uma area que goste" mas depois penso "mas afinal do que é que gosto?".
Depois preocupo-me porque o D. também não tem trabalho. Às vezes tendo a zangar-me mas percebo que a culpa não é dele. A culpa não é nossa. Nós sabiamos que não ia ser fácil, só não estávamos preparados para que fosse tão difícil. Pelo menos é isso que eu sinto. E depois as saudades invadem-me exactamente quando eu estou em momentos menos bons. Dou comigo a pensar em estradas que percorri vezes sem conta em direcção a sítios que tomava como banais e garantidos, e aqui sei que são tudo menos banais e garantidos. Aqui nada me está garantido. Nem o mar, nem a areia, nem a terra, nem as árvores, nem os cheios. Aqui chove e não cheira a terra. Faz vento e nunca cheira a sal ou a maresia
Isto é uma frustração. Tudo é uma frustração. No entanto não é igual ao que sentia em Portugal. Aí eu estava deprimida e em colapso permanente. Aqui só estou frustrada por não saber muito bem quem sou e o que quero, mas não me sinto completamente perdida ou desesperada. Tenho vontade de ir para casa mas não penso de forma nenhuma abandonar definitivamente Inglaterra. Pelo menos, não no próximo ano. Só preciso de encontrar o rumo, a vocação, a devoção por alguma coisa. Já encontrei a C. e a L., que me fazem sentir menos estrangeira, menos de fora. Pode ser que com elas consiga descobrir como viver melhor aqui. Depois ... depois logo se vê.
Foi um desabafo um pouco mais longo do que tinha em mente. Talvez um pouco menos detalhado, também. Mas acho que foi o suficiente, o necessário.
Se quiserem comentar, estejam à vontade. Se não quiserem, à vontade estejam. Não me importo. O facto de lerem já é importante e reconfortante.
Beijinho (mais um) e até daqui a pouco.
Ando um bocadinho desânimada/desmotivada. Porquê?! Bem, existem vários motivos, cada um com a sua cota de importância aqui no infortúnio da menina.
O mais insignificante dos motivos é a existência dos flatmates desconhecidos. Passo a explicar: cá em casa somos 12 (acho que o 13º não foi confirmado, por isso continuamos a ser 12), 7 portugueses todos amigos e conhecidos, mais 1 brasileiro que até é +/- simpático e alinha na convivência tuga, 1 inglês (ou talvez seja australiano) que pouco ou nada fala e mantém o seu gato clandestinamente escondido no quarto (não que isso me incomode, porque gosto de gatos, mas a falta de honestidade não é coisa que me fascine), e o maldito trio (à espera do 4º elemento) de bulgaros/romenos ou qq coisa desse género. São um casal, um miúdo e ela ainda por cima está grávida. São insuportáveis!!! Além de não educarem decentemente a criança, também não o controlam e ele só deve ter uns 3 ou 4 anos, mas é um terror muito chato. Eles usam as coisas deles e logo a seguir escondem-nas (e isso é compreensivel) mas também usam os utensílios comuns e deixam-nos num estado anti-higienico que não dá para descrever. Cozinham e deixam tudo cheio de óleo e gordura e restos por todo o lado. Na única casa-de-banho desta casa, fecham a porta sem ninguém lá dentro para impedir o resto dos moradores de a usarem em determinadas alturas, e a higiene também não é muita, mas pronto. Ele faz-se de querido e simpático e amiguinho e na verdade é um falso mentiroso que só visto! E pior, é racista assumido! Dá para acreditar nisto tudo?! Não, não é para mim aturar isto. Mas como posso eu ir embora daqui? Para onde vou? Como vou conseguir pagar outra casa? =X
Esquecendo os malditos, incomoda-me sentir-me tão sozinha e desamparada. Fazem-me falta os amigos e as amigas. Eu nunca soube viver sem amigos por perto, sem a possibilidade de desanuviar e ver várias pessoas diferentes. Aqui não é assim. Eu sei que tenho de me dar por feliz e contente por ter tantas pessoas conhecidas dentro da minha própria casa, e acreditem que dou. Sei a sorte que tenho nesse sentido. Mas não me chega. Ficar em casa, aqui, é mil vezes mais sufocante que ficar em casa aí. Não tenho onde ir nem pessoas para visitar. Tenho imensas saudades mas não tenho ninguém para matar as saudades. Sinto-me um animal perdido nesta cidade gigantesca. Sinto que tudo aqui é novo para mim mas na verdade eu não tenho oportunidade de conhecer nada dessa novidade.
Em relação ao trabalho e aos estudo ... bem ... sobre isso nem sei por onde começar. A minha cabeça está caótica. Não consigo perceber nada, nem sequer o que vai dentro dos meus pensamentos. Como diz o D., não sei o quero.
Há dias tive uma pequena conversa com a M. e o N. e disse-lhe coisas de uma forma que ainda não tinha dito a ninguém, mas que são uma grande verdade (ou pelo menos uma parte dessa grande verdade que me representa). Eu sou uma menina mimada a quem nunca faltou nada e que sempre teve e fez o que queria. Nunca me vi obrigada a debater-me com grandes dificuldades, nunca tive necessidade de fazer sacrificios ou escolhas realmente importantes na vida. Eu até tirei um curso que na verdade não gosto só porque não sabia o que mais escolher!! E porque sempre quis ter direito a aproveitar a minha vida académica, com tudo o que ela incluía. A única coisa boa nessa escolha foi ir parar à melhor Escola Superior onde poderia ter ido, e a família que lá fiz é uma família para a vida. Mas o resto ... o resto foi tudo em vão e sem grande significado. Claro "tenho um canudo!", mas ... e depois?! Não é o que eu gosto e não é uma coisa que eu exerça bem e/ou por vontade. A culpa não foi de ninguém, na verdade. O meus pais não me obrigaram a tirar curso nenhum nem sequer me obrigaram a fazer as coisas como eles queriam. Tenho a certeza que fizeram o melhor para mim, sempre! Mas não podiam ter evitado que eu seguisse o caminho que segui. E também não foi minha, porque na verdade eu escolhi o que achei que me faria feliz. Infelizmente, enganei-me.
Às vezes sinto-me tentada a sentir inveja ou ciúmes das pessoas que sempre souberam o que queriam e lutaram por isso para o conseguir. Mas a inveja não é uma das minha caracteristicas. Nunca foi. E não consigo olhar para ninguém e pensar "queria ser assim e ter aquilo que X tem". Não consigo sentir isso. A única coisa que penso é "eu só queria saber o que quero e o que gosto, como uma pessoa normal!".
No meio disto tudo, é claro que estou chateada e preocupada por ainda não ter arranjado trabalho. Passo a vida a pensar onde raio estarei a errar para não ser escolhida. Encontro mil e um motivos e desculpas para justificar o facto de nunca me escolherem para as funções, mas cá no fundo sei que não fui feita para isto. Hoteis e Restaurantes não me atraem e eu sou mimada e teimosa o suficiente para não conseguir imaginar-me a trabalhar num deles. Eu juro que me esforço nas entrevistas, que dou o meu melhor nos trials e que fico com vontade de chorar sempre que percebo que não vou ficar com o trabalho. Mas acho que, inconscientemente, a culpa deve ser minha e o meu cérebro deve transmitir qualquer coisa negativa ao cérebro dos employers. E então começo a pensar "Vou mudar de área! Vou arranjar um trabalho num starbucks, numa loja ou qualquer coisa do género só para poder ganhar dinheiro e dedicar-me a uma area que goste" mas depois penso "mas afinal do que é que gosto?".
Depois preocupo-me porque o D. também não tem trabalho. Às vezes tendo a zangar-me mas percebo que a culpa não é dele. A culpa não é nossa. Nós sabiamos que não ia ser fácil, só não estávamos preparados para que fosse tão difícil. Pelo menos é isso que eu sinto. E depois as saudades invadem-me exactamente quando eu estou em momentos menos bons. Dou comigo a pensar em estradas que percorri vezes sem conta em direcção a sítios que tomava como banais e garantidos, e aqui sei que são tudo menos banais e garantidos. Aqui nada me está garantido. Nem o mar, nem a areia, nem a terra, nem as árvores, nem os cheios. Aqui chove e não cheira a terra. Faz vento e nunca cheira a sal ou a maresia
Isto é uma frustração. Tudo é uma frustração. No entanto não é igual ao que sentia em Portugal. Aí eu estava deprimida e em colapso permanente. Aqui só estou frustrada por não saber muito bem quem sou e o que quero, mas não me sinto completamente perdida ou desesperada. Tenho vontade de ir para casa mas não penso de forma nenhuma abandonar definitivamente Inglaterra. Pelo menos, não no próximo ano. Só preciso de encontrar o rumo, a vocação, a devoção por alguma coisa. Já encontrei a C. e a L., que me fazem sentir menos estrangeira, menos de fora. Pode ser que com elas consiga descobrir como viver melhor aqui. Depois ... depois logo se vê.
Foi um desabafo um pouco mais longo do que tinha em mente. Talvez um pouco menos detalhado, também. Mas acho que foi o suficiente, o necessário.
Se quiserem comentar, estejam à vontade. Se não quiserem, à vontade estejam. Não me importo. O facto de lerem já é importante e reconfortante.
Beijinho (mais um) e até daqui a pouco.
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