Mostrar mensagens com a etiqueta Future. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Future. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Londres: O balanço

Há coisas que nunca pensamos fazer quando pensamos em viver em Londres. Uma delas é estar sentada num quintal, a fumar um cigarro, e a aproveitar o silêncio (relativo) de uma noite agradável. É exactamente isso que estou a fazer.


                                                         www.telegraph.co.uk
Há tantas coisas más em Londres. A poluição (ambiental e sonora), o stress, a pobreza, a frieza das pessoas, os gangs, algum crime, algum racismo (sim, digam o que disserem, ainda existe aqui) e o pior de tudo, a solidão. Em Londres estamos sempre rodeados de gente (não me canso de dizer que vivo numa cidade com o mesmo número de habitantes do meu país) mas na verdade estamos sempre sozinhos. É claro que podemos sempre combinar isto ou aquilo com os amigos e conhecidos que temos, mas na verdade não é a mesma coisa. Eu venho de um sítio (de vários sítios, na verdade) onde basta sair à rua para encontrar pessoas que me fazem sorrir, pessoas com quem conversar e passar um bom bocado. Saber sempre que se se for àquele café vamos encontrar alguém conhecido, é algo que neste momentos só consigo fazer em sonhos (e acreditem que sonho com esse tipo de situações banais várias vezes). Sempre achei que conseguiria sobreviver em qualquer sítio minimamente civilizado fossem quais fossem as circunstancias, mas vim descobrir que é más fácil falar do que fazer. É claro que sobrevivo, já o fiz, certo? Mas tenho noção de que toda esta experiência me tem feito mais do que amadurecer, tem-me feito envelhecer. Com 26 anos eu não devia sentir metade das coisas que sinto. Devia ter vontade de me aventurar mais, vontade de sair mais, vontade de me divertir mais. E não o faço. Simplesmente não o faço de todo. A minha vida é passada entre casa e trabalho; responsabilidades no local de trabalho e responsabilidades domésticas. Percebemos que a nossa vida está num beco sem saída quando estamos a organizar papelada profissional e a nossa cabeça está única e exclusivamente posta em "lavar a roupa", "comprar champô" e "pagar a renda". E quando chegamos a casa sabendo que isso são as prioridades, a vontade de o fazer é nenhuma e acabamos estendidos na cama a lamentar a falta de motivação para mexer os membros. É triste? Acho que sim. E não tendo pena de mim (porque não tenho), tenho pena da vida que levo. E se tenho pena, significa que não estou feliz.


No entanto existem coisas maravilhosas em Londres, e um dia quando for embora vou sentir falta delas como sinto falta dos tempos de universitária. Ou seja, vou sentir falta de uma época maravilhosa à qual dificilmente voltarei.
As luzes, as cores, os sons, os cheiros, o ritmo alucinante, a vida constante desta cidade. É incrível! Seja noite ou dia, Verão ou Inverno, esta cidade nunca adormece. Ela gira, ela muda, ela reage a um sem-fim de factores, mas nunca deixa de estar viva. Dizem que quem se farta de Londres, farta-se da vida ... Quanto a isso já não estou tão certa, mas o que interessa é que percebo o significado.
Aqui o sentido de união social é muito forte. Os Olímpicos, os Para-olímpicos, o Jubilee, o Royal Baby, a Maratona de Londres, o Natal, os atentados aos metros, os motins, o ataque ao soldado, a morte dos soldados na guerra, o atentado à Maratona de Boston, etc. Tudo isto foram algumas das coisas que fizeram a população unir-se. É nestas coisas que as pessoas aqui nos passam à frente, aí em Portugal. Aqui quando algo bom ou algo mau acontece, toda a gente se envolve. Toda a gente festeja ou se manifesta. Não são de abraços e beijinhos e conversas com estranhos, mas são de acções profundas e de uma solidariedade muito bonita. 
Mas o que mais adoro em Londres é que há sempre coisas novas para ver, para descobrir. Sempre que vou a um sítio onde nunca tinha ido sinto uma explosão de alegria dentro do peito que é indescritível. E a cidade em si nunca me cansa. Ainda hoje entro nos mesmos autocarros de há 1 ano e meio atrás e sinto vontade de sorrir de cada vez que passo em ruas e sítios que já conheço tão bem e dos quais gosto tanto. Existem tantos sítios que me fazem feliz aqui: St. James's Park, Palácio de Buckingham, Baker Street, Greenwich, Covent Garden, Cheapside Street, Millenium Brifge, London Eye, Big Ben, Victoria Station, Hammersmith, Stratford, Liverpool Street Station, Regent Street, Picaddilly Circus, Holborn, Hyde Park, Regent's Park, Camden Town, St. John's Wood, King's Cross, Trafalgar Square, Brick Lane, Notting Hill, Ladbroke Grove, Shoreditch, Leicester Square, Green Park ... são tantos. Tantos. É um mundo de sítios onde o meu coração aquece espontaneamente. Não há explicação possível para esta obsessão que sempre tive por Londres e que me trouxe até aqui. Esta obsessão que me fez abandonar o meu mundinho pequeno e cor-de-rosa e mudar-me para este universo colorido. E não me arrependo nada da escolha que fiz. Nunca me senti tão realizada com uma escolha, porque mesmo com todos os problemas e todas as desilusões que tenho tido aqui, na verdade eu sobrevivi. Eu consegui vir viver para a minha Dreamland. =)


Novos desafios estão para vir e eu sei que está a chegar a hora de os agarrar. Não sei como vai ser nem o quanto vou sofrer quando a hora chegar, mas sei que seja o que for, é porque tem de ser e eu vou sempre tentar fazer os possíveis e impossíveis para ser bem sucedida e ser feliz. Desejem-me sorte.

Um beijinho grande e já com muitas saudades das terras lusas * Até já.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Projects on the way

Há uns meses que ando "meio-envolvida" num projecto que me foi apresentado e para o qual fui convidada a participar. Como é óbvio não vou poder falar muito sobre isso, mas está a aproximar-se o dia da primeira reunião official, e eu começo a sentir o nervoso miudinho na barriga. Sendo eu uma pessoa extremamente nervosa e insegura (eu sei, não parece, mas quem me conhece sabe o quanto sou assim), isto deve ser normal. Mas quero tanto, tanto, ser bem sucedida e ver as coisas acontecerem, que só penso em encontrar uma forma de controlar o medo de falhar e ainda não a descobri.

Enfim, desejem-me sorte e coragem, porque vou precisar.

Um beijinho e até já *

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Crise existencial - Parte I

Tenho a sensação de que estou perdida (eu sabia que a maré de calma e felicidade não ia durar muito). Estou parada no tempo e no espaço, presa à incerteza que ocupou a minha cabeça por inteiro. Estou naquela fase em que só penso "porque é que eu vim para aqui, mesmo?", mas ao mesmo tempo também já cheguei à brilhante conclusão de que voltar não é o que me apetece neste momento. Nem neste momento nem num futuro muito próximo. Mas então, afinal, o que é que é suposto eu querer e/ou fazer?

Enfim ... crise existencial que parece estar a destrambelhar tudo o resto. É o que da arriscar tudo mas a meio gás e depois ter medo de seguir em frente.

Até amanhã.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

House Adventure ... again!

Não tenho andado lá muito famosa para escrever, mas pronto aqui vai uma tentativa muito bem intencionada de publicar alguma coisa útil.

Temos andado a procura de casa outra vez porque o nosso contrato acaba em final de Outubro e nem pensar em renová-lo! Com ratos e chuva dentro de casa, acho que é impensável. Por isso, resolvemos começar a procura de um novo poiso e desta vez resolvemos focar-nos num studio só para nós os dois.

A nossa ideia nunca foi morarmos só os 2 aqui, principalmente depois de já termos morado com família e amigos. Sempre tivemos aquela ideia de qua iamos ficar completamente sós e abandonados se fossemos morar sozinhos. Mas ... voltas pra cá, voltas pra lá, começamos a ponderar alugar um estudiozinho pra nós, e desta vez numa zona que seja mais próxima do meu trabalho, uma vez que é fixo e dali não devo sair tão cedo.

Conversamos com vários amigos e conhecidos que nos disseram que encontramos estudios mais baratos do que que o preço que estamos a pagar por esta casa, já com contas incluídas, e sem pets indesejáveis ou chuva particular. Então começamos a estruturar a nossa pesquisa / procura e a verdade é que se encontra realmente coisas muito mais em conta. Vamos rezar para que tudo corra bem e esta (a terceira) seja de vez. =)

Primeira ferramenta de pesquisa: Revista Leros, portuguesa e brasileria. Encontra-se em qualquer café ou delicatessen portuguesa ou brasileria em Londres. Também têm website mas não é tão completo quanto a revista, óbvio. Tem anuncios de todo o tipo de serviços que se possa imaginar.

Um bom site a visitar é o www.accommodationlondon.net .  É uma agência mas não ocbra taxas porque é proprietária de todos os quartos, estudios e apartamentos que têm. Trabalham com curtas e longas estadias, logo para quem vem de férias também é uma óptima opção.

Outro site útil é o www.innerestate.co.uk . Quartos a preços muito acessiveis.

O www.intolondon.co.uk também tem boas coisas. Talvez mais complicado porque tem de se comunicar directamente com os anunciantes, para falar com alguns é necessário pagar e as corresponder as exigências e preferências deles nem sempre é fácil. De qualquer maneira, pode-se sempre ter sorte e uma das vantagens é poder pesquisar-se exactamente nas áreas em que se pretende.

www.gumtree.com e www.Easyroommate.com são outras hipóteses mas, por experiência, não gosto muito. Sinto que a segurança é nula e a frustração muita. Experimentem e vejam no que dá.

Por hoje é tudo. Tive um fim-de-semana muito bom porque a mamã veio quase que de urgência ver-me e passar 2 diazinhos comigo que souberam a pouco mas ajudaram imenso. Outra lufada de ar fresco para me dar mais umas forças para aguentar-me mais uns tempos. Daqui a um mês também vou a Portugal matar saudades (as eternas e malditas saudades que não me abandonam) e melhor ficarei.

Um beijinho e até já *

domingo, 16 de setembro de 2012

Mais uma ausência, mais um regresso

Pois é, ausentei-me outra vez mas já regressei.

Isto há fases, sabem? Alturas em que apetece muito vir cá, e outras alturas em que nem passa pela cabeça. Enfim. O que interessa é que vim cá dar uma palavrinha.

Antes de mais, "situação do país"! (Portugal, claro, que o Reino Unido está calmo e descansado). Mas o que raio se passa em Portugal?! É que é um desalento ver e ouvir falar do que se passa em "casa". A sensação que temos é que vai tudo desabar por esses lados.

Se para nós cá fora é assustador, se nos tira as esperanças de podermos voltar para perto das nossas famílias, dos nossos amigos e do país que amamos, nem imagino o que sentirão vocês que aí estão a sentir tudo na pele. Não se percebe como alguém pode ter conduzido o nosso país para uma situação tão desoladora. Mas somos algum país de 3º Mundo, ou quê? Somos algum país em que os políticos e os ricássos precisem assim tanto de empurrar o povo cada vez mais para o fundo para poderem eles próprios sobressair pelo excesso de riqueza que têm?! Não percebo. Mas também não culpo este Governo a 100%. Não foram eles que provocaram a situação. Esses, os verdadeiros culpados, saíram de lá sem mazelas, mas com os bolsos cheios de culpa e dinheiro. Estes coitados tiveram de agarrar o que os outros lhes deixaram e claro, acabaram por meter a pata na poça. Óbvio que ia acontecer!

Mas a minha pergunta agora é: e agora?! Qual é o raio da solução?! É esperar que nos perdoem a dívida?! Desculpem mas eu não concordo. Soubemos pedir e agora não queremos pagar de volta? É a mesma coisa que dizer a toda a gente que não precisa de devolver o que lhes foi emprestado, e essa não é a mensagem que queremos passar as gerações mais novas. O dinheiro não cai do céu e se não têm possibilidade de o ganhar, também não o peçam emprestado porque não vão conseguir pagar de volta, e neste planeta ninguém dá nada a ninguém.
E se perdoar a dívida não é solução, será solução pedir uma revolução?! A minha resposta é mais que NÃO, é NUNCA! Como podem as pessoas pedir uma revolução?! Será quem temos ideia do que isso representa?! Ah e tal, o 25 de Abril foi muito bonito, levou Portugal para uma situação melhor ... e tudo o que fica por trás da imagem bonita de uma revolução, alguém se lembra?! Quando população, polícia, tropa e tudo mais estão concentrados na revolução, não deixam de existir ladrões, não deixam de existir assassinos e violadores. Não deixa de existir mercado negro nem economias paralelas. Nem a própria revolução cria pessoas mais capacitadas ou honestas para substituir o actual Governo. Numa sociedade em que a maldade reina (e sim, reina quer queiramos admitir ou não), estarmos a entrar numa guerra civil não nos ajuda em nada.

Vai parecer que não estou a apoiar a revolta e a tristeza do meu povo, mas estou. E não é contra a população em sofrimento que estou a dizer tudo isto, é um apelo ao bom senso de todos. O maior problema sim, está na questão dos salários e subsídios que o Governo se esqueceu de cortar nele mesmo. Mas também não me parece que eles vão fazer esses cortes ... por isso volto a estaca zero e digo que não sei qual é a solução. =(

Enfim ...

Por aqui as coisas também não andam muito famosas, mas de mal o menos. Ainda dá pra sobreviver, pra pagar a casa, as contas e comprar o que é preciso. A mim deu-me até para comprar um Blackberryzinho, que me faz muito feliz. Mas ao fim de 7 meses, foi a primeira grande compra que fiz, por isso não tá mau. Também não me parece que nos próximos tempos possa meter-me noutra aventura destas. Em final de Outubro temos de trocar de casa outra vez, portanto mais sacrifícios.

Por agora é tudo. Um beijinho e até já! =)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Jogging time and unknown future

Vim aqui numa corridinha só porque me apetece escrever. Ontem já cá queria ter vindo, mas a net do KFC ontem estava de birra por isso nada feito.

Era para estar de folga ontem, hoje e amanhã, mas já fui recrutada para ir trabalhar amanhã também. Por mais que não me apeteça, a verdade é que a minha consciência não me deixa dizer não ao trabalho (mais concretamente ao dinheiro). Às vezes penso se me tornei forreta, suvida ou agarrada ao dinheiro (qualquer uma das expressões me confunde. lol) porque a minha cabeça não pensa em mais nada. É dinheiro, dinheiro,  dinheiro a toda a hora. Mas não é no sentido de querer ter cada vez mais dinheiro (antes fosse), é sim pelo facto de pensar que preciso de pagar a renda, as contas, comprar comida e o pass. Acho que me tornei numa máquina de poupança isso sim. Deixei de gastar dinheiro em tudo o que é desnecessário. Mas quando digo tudo é mesmo TUDO. lol. Ando com os ténis e as botas velhas e a ficarem com buracos (mas eu gosto deles assim ... lol); ando com a roupa apertada porque engordei imenso desde que cá cheguei; uso o mesmo telemóvel do século passado que só dá para mandar msg e fazer chamadas (e mesmo assim o som normal parece uma coluna avariada); fumo 1 cigarro por dia dos maços que o papás me mandaram da Tuga, que é para não gastar até alguém poder trazer mais; uso os mesmos 3 cintos que trouxe mas os coitadinhos já devem ter os dias contados. Até me zanguei com o D. por o coitado querer comprar umas colunas nos indianos para o computador. LOL. Tornei-me muito forreta, porque não gasto dinheiro em absolutamente nada!! Mas não deixa de ser interessante ver que passei de menina mimada e com tudo o que queria, a menina contida e responsável pela nossa sobrevivência =)

Voltando ao dia de hoje, começamos a manhã com a pica toda! Fomos correr, (eu, o D., a M. e o Johnny) aqui no parque à porta de casa e lá nos fartamos de rir. A verdade é que não foi uma corrida muito produtiva, pelo menos para as meninas e para o Doggy (lol). Os meus pulmões quase parecia que iam saltar cá para fora, ainda por cima corri uns 100 metros com o Johnny e os seus 13Kg ao colo porque o coitadinho estava com falta de ar com tanta correria (deviam ter visto a figurinha: eu a correr com o Johnny nos braços e as pessoas todas a olharem para ver o que raio se passava. lol. Eu também já não conseguia rir mais). A M. também acabou por não correr muito porque estava sempre preocupada com Johnny (que de vez enquando fazia uns desvios esquisitos no parque). O D. é que lá correu um bom bocado, mas no final já tinha a lingua de fora, tal e qual o Johnny. lol. Conclusão, estamos mortos de cansaço (o Johnny que o diga, lol). E ainda chegamos a conclusão que andamos a ter uma vida tudo menos saudável, mas em breve vamos resolver essa questão também.

Agora aqui estou eu, pregada ao PC e a proveitar que a net do vizinho de baixo está ligada, para poder fazer as coisas todas que preciso. Ando enrolada com o projecto do curso de eventos e passei a tarde a olhar para cadeira de barbeiro. Lol! Sim, passo a explicar. O nosso projecto é criar uma festa de lançamento da nova linha de produtos de uma conceituada marca de barbearia. Claro está que agora temos de planear tudo, desde o espaço até ao infimo detalhe da decoração, passando pelo catering, convites, entertenimento, transportes, etc. É giro, mas a verdade é que é complicado.

Continuo indecisa sem saber o que raio fazer em relação ao mestrado. Eu gosto de Getsão de eventos, gosto de festas e festivais, gosto de exibições e exposições. Gosto de tudo o que tem a ver com eventos, mas a verdade é que as pessoas têm razão quando me dizem que não faz sentido gastar um dinheirão num mestrado em Eventos quando nem sequer trabalho na área. Dou-lhes razão. De que me serve o mestrado se não tenho o mínimo contacto com a organização e gestão de eventos? ... Também tenho andado a ponderar tirar mestrado em Relações Internacionais ... mas será que isso tem alguma coisa a ver comigo?! Leis e afins ... não sei. Estou mesmo confusa!

Pronto, vou-vos deixar e voltar às minhas cadeiras de barbeiro e aos trages dos próprios barbeiros. Isto é que é uma vida, ham? ;)


Beijo enorme, cheio de saudades e "até já" =)
.

domingo, 15 de abril de 2012

Noitinha boa =)

Hoje foi um daqueles dias inesperadamente agradáveis. Eu não disse que tinha acordado bem disposta? Sem grandes expectativas acabei por manter o mood até agora.

Dia sentada na cozinha, em frente ao computador, de conversa com a "família" cá de casa. O M., o P. e o W. (amigo brasileiro) chegaram com carne e fogareiro novo para a amostra do quintal que temos. A M. também chegou e ficou a tarde toda de cozinha comigo. E pronto. Foi animada. Contar histórias, ver facebooks de pessoas que não vemos há que séculos, falar de coisas que queriamos fazer quando chegassemos cá e entretanto tudo aconteceu diferente. Coisas que queremos fazer, que vamos fazer, que não vamos fazer ... enfim. Um mundo de coisas.

Entretanto voltámos à grande questão: vamos para Eastbourne em Setembro ou não? Eu sei que cidade à beira-mar é a minha cara, eu sei, mas não sei mesmo se hei de ir ou não. Por um lado quero ir, porque quero saber como é viver noutra cidade inglesa e porque acredito que o custo de vida é mais baixo. Mas por outro, Londres é Londres. E depois de tanto ter lutado para conseguir arranjar trabalho e viver aqui, custa um bocadinho ir embora. Enfim.


Opiniões para o futuro aceitam-se. =)


Beijinho e até amanhã!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Projetos ... será que é possível?

Ora, como estou fechada em casa a curar a bela da gripe, claro está que a minha cabecinha não pára, nem por um segundo, de funcionar em prol do meu futuro.
Resolvi começar a esboçar o (ou um dos) meu pequeno projecto. Acho que já tinha falado dele anteriormente Aqui. Sem adiantar muito, o esboço anda à volta do desenvolvimento sustentável turistico-cultural. Mas para além das normais duvidas e questões estruturais com que me deparo, tenho algumas outras questões que resolvi colocar-vos aqui, para ver o que têm para me dizer.
Ok, eu sei que o país está em crise agora e que neste momento nenhuma empresa tem grande futuro, mas eu também não estou aí agora por isso essa parte não me interessa. É sobre "daqui a um tempo", quando tudo começar a andar para a frente outra vez, que me interessa saber. Então aqui vai:

  • Até que ponto criar um negócio é mais rentável que trabalhar por conta de outrem?
  • Será possível reúnir o lazer com a sustentabilidade, sem prejudicar as populações economicamente e de forma a ser lucrativo?
  • Será que criar um bom plano, bem estruturado e previamente preparado para responder a quaisquer questões vai ajudar a evitar excesso de burocracias?
  • Até que ponto as burocracias podem impedir algo de nascer?
  • Até que ponto este tipo de projectos tem viabilidades?
  • (E agora a mais estranha de todas) É possível criar uma empresa do género Público-Privada ou Semi-municipal, ou seja, em parceria com um Município ou um Região? 
Eu sei que pode parecer um pouco ingénuo da minha parte fazer algumas destas perguntas (que se revelaram bem menos do que tinha em mente, mas as questões não se formaram como deviam) mas nunca antes tinha encarado a hipótese com tanta seriedade e, não fugindo ao normal em mim, tenho sempre dúvidas infantis e existenciais. =X

Enfim. Espero por opiniões vossas. =)


Até já!

domingo, 11 de março de 2012

Dia de passeio ... e decisões

E cá estou eu outra vez.

Hoje foi dia de passeio pela Tower of London, Tower Bridge e St. Catherine Docks. Maravilhosa esta espécie de Marina. Muito British! ;P


O dia não começou propriamente bem porque estes animais desgraçados que moram no quarto por cima de nós, cada dia que passa, só fazem coisas piores! Mas pronto, não vale a pena começar aqui a desbobinar tudo o que me está entalado na garganta porque ia ser chato para vocês.

Hoje andei a pesquisar coisinhas novas sobre o meu futuro curso. Ando tão confusa com isto tudo ... desde que cheguei aqui que não faço ideia do que quero fazer. Queria tanto fazer o mestrado e quando cá cheguei essa ideia desvaneceu-se. Depois decidi que ia tirar uns curso relacionados com animais porque sempre foi uma cosia que amei, mas entretanto também perdi a empolgação. Houve uma altura em que só chorava porque queria mesmo era voltar para casa, mas ao mesmo tempo não suportava a ideia de ter desistido, de ter falhado, logo nunca tentei sequer organizar um regresso a Portugal. Entretanto decidi focar-me no que me trouxe aqui e ao contrário do que eu própria pensava, não vim pelo mestrado ou pelo curso, vim por mim mesma. Descobri que, de uma forma subconciente, o meu verdadeiro objectivo ao ter vindo para Londres foi tentar descobrir quem eu sou, afinal. Então agora ando na feroz batalha de perceber até onde sou capaz de ir, o que consigo aguentar e o que quero fazer com a minha vida.

Já descobri que o que quero é voltar para Portugal. Isso é ponto acente na minha cabeça. Mas não é dessa forma tão drástica e definitva que essa afirmação faz parecer. O que quero é que esta maldita crise acabe para eu poder voltar para Portugal e tentar acentar por lá. Trabalhar é certo, mas por conta própria. Quero voltar ao meu país para lhe ser útil em muitos sentidos. Quero criar uma coisa minha mas que seja útil (em todos os sentidos) ao meu querido Algarve. Desenganem-se se pensam que criar um negócio ou uma empresa no Algarve é única e exclusivamente abrir bares, hoteis ou restaurantes. É exactamente isso que quero mudar, quero fazer alguma coisa bem diferente. Ainda não sei ao certo o que será, mas sei que esse é o meu objectivo e é nele que vou trabalhar aqui.

Como resultado de toda esta actividade cerebral, decidi que realmente quero tirar um curso ou, eventualmente, um mestrado na área desde sempre escolhida: Gestão de Eventos. Digo "eventualmente" quanto ao mestrado porque existem muitos outros cursos e diplomas na área que conseguimos tirar por muito menos £, muito mais rápido e com igual útilidade. Depois, quem sabe, avanço mesmo para o mestrado em Setembro. E o meu projecto vai ganhando corpo aqui dentro da cabecinha, pelo caminho =)

Informar-vos-hei das novidades. Agora não quero alongar-me muito mais sobre esse assunto.

Enfim. Amanhã é um novo dia e é dia de trabalho. Esta semaninha trabalho 4 dias o que é muito bom que assim ganho mais =) Lá vou eu pro meio dos Dolce&Gabbana e dos Sam Edelman ... ai que sacrifício! ;P


Beijinho e até breve!