I've been away for a while now, but ... I'm in Portugal!!! =D And this deserves a quick note in here.
Gosh ... I missed this so much. The sun, the light, the warmth, the sand, the sea, the whole beach experience ... there's nothing comparable in any other place. There's something special about Portugal, about Algarve ... I really don't know how to explain it. For a beach girl, like me, living in London without all this is pure torture, believe me. lol. But despite that, I do believe I'm doing pretty well out there, in the UK. =) I need to make some life changes though.
So, I am really enjoying my relaxing holidays back in Tavira and I hope to figure out a way to put my mind back on track and make the right decisions for the future. Wish me luck, guys! =)
See you soon! *
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
domingo, 16 de setembro de 2012
Mais uma ausência, mais um regresso
Pois é, ausentei-me outra vez mas já regressei.
Isto há fases, sabem? Alturas em que apetece muito vir cá, e outras alturas em que nem passa pela cabeça. Enfim. O que interessa é que vim cá dar uma palavrinha.
Antes de mais, "situação do país"! (Portugal, claro, que o Reino Unido está calmo e descansado). Mas o que raio se passa em Portugal?! É que é um desalento ver e ouvir falar do que se passa em "casa". A sensação que temos é que vai tudo desabar por esses lados.
Se para nós cá fora é assustador, se nos tira as esperanças de podermos voltar para perto das nossas famílias, dos nossos amigos e do país que amamos, nem imagino o que sentirão vocês que aí estão a sentir tudo na pele. Não se percebe como alguém pode ter conduzido o nosso país para uma situação tão desoladora. Mas somos algum país de 3º Mundo, ou quê? Somos algum país em que os políticos e os ricássos precisem assim tanto de empurrar o povo cada vez mais para o fundo para poderem eles próprios sobressair pelo excesso de riqueza que têm?! Não percebo. Mas também não culpo este Governo a 100%. Não foram eles que provocaram a situação. Esses, os verdadeiros culpados, saíram de lá sem mazelas, mas com os bolsos cheios de culpa e dinheiro. Estes coitados tiveram de agarrar o que os outros lhes deixaram e claro, acabaram por meter a pata na poça. Óbvio que ia acontecer!
Mas a minha pergunta agora é: e agora?! Qual é o raio da solução?! É esperar que nos perdoem a dívida?! Desculpem mas eu não concordo. Soubemos pedir e agora não queremos pagar de volta? É a mesma coisa que dizer a toda a gente que não precisa de devolver o que lhes foi emprestado, e essa não é a mensagem que queremos passar as gerações mais novas. O dinheiro não cai do céu e se não têm possibilidade de o ganhar, também não o peçam emprestado porque não vão conseguir pagar de volta, e neste planeta ninguém dá nada a ninguém.
E se perdoar a dívida não é solução, será solução pedir uma revolução?! A minha resposta é mais que NÃO, é NUNCA! Como podem as pessoas pedir uma revolução?! Será quem temos ideia do que isso representa?! Ah e tal, o 25 de Abril foi muito bonito, levou Portugal para uma situação melhor ... e tudo o que fica por trás da imagem bonita de uma revolução, alguém se lembra?! Quando população, polícia, tropa e tudo mais estão concentrados na revolução, não deixam de existir ladrões, não deixam de existir assassinos e violadores. Não deixa de existir mercado negro nem economias paralelas. Nem a própria revolução cria pessoas mais capacitadas ou honestas para substituir o actual Governo. Numa sociedade em que a maldade reina (e sim, reina quer queiramos admitir ou não), estarmos a entrar numa guerra civil não nos ajuda em nada.
Vai parecer que não estou a apoiar a revolta e a tristeza do meu povo, mas estou. E não é contra a população em sofrimento que estou a dizer tudo isto, é um apelo ao bom senso de todos. O maior problema sim, está na questão dos salários e subsídios que o Governo se esqueceu de cortar nele mesmo. Mas também não me parece que eles vão fazer esses cortes ... por isso volto a estaca zero e digo que não sei qual é a solução. =(
Enfim ...
Por aqui as coisas também não andam muito famosas, mas de mal o menos. Ainda dá pra sobreviver, pra pagar a casa, as contas e comprar o que é preciso. A mim deu-me até para comprar um Blackberryzinho, que me faz muito feliz. Mas ao fim de 7 meses, foi a primeira grande compra que fiz, por isso não tá mau. Também não me parece que nos próximos tempos possa meter-me noutra aventura destas. Em final de Outubro temos de trocar de casa outra vez, portanto mais sacrifícios.
Por agora é tudo. Um beijinho e até já! =)
Isto há fases, sabem? Alturas em que apetece muito vir cá, e outras alturas em que nem passa pela cabeça. Enfim. O que interessa é que vim cá dar uma palavrinha.
Antes de mais, "situação do país"! (Portugal, claro, que o Reino Unido está calmo e descansado). Mas o que raio se passa em Portugal?! É que é um desalento ver e ouvir falar do que se passa em "casa". A sensação que temos é que vai tudo desabar por esses lados.
Se para nós cá fora é assustador, se nos tira as esperanças de podermos voltar para perto das nossas famílias, dos nossos amigos e do país que amamos, nem imagino o que sentirão vocês que aí estão a sentir tudo na pele. Não se percebe como alguém pode ter conduzido o nosso país para uma situação tão desoladora. Mas somos algum país de 3º Mundo, ou quê? Somos algum país em que os políticos e os ricássos precisem assim tanto de empurrar o povo cada vez mais para o fundo para poderem eles próprios sobressair pelo excesso de riqueza que têm?! Não percebo. Mas também não culpo este Governo a 100%. Não foram eles que provocaram a situação. Esses, os verdadeiros culpados, saíram de lá sem mazelas, mas com os bolsos cheios de culpa e dinheiro. Estes coitados tiveram de agarrar o que os outros lhes deixaram e claro, acabaram por meter a pata na poça. Óbvio que ia acontecer!
Mas a minha pergunta agora é: e agora?! Qual é o raio da solução?! É esperar que nos perdoem a dívida?! Desculpem mas eu não concordo. Soubemos pedir e agora não queremos pagar de volta? É a mesma coisa que dizer a toda a gente que não precisa de devolver o que lhes foi emprestado, e essa não é a mensagem que queremos passar as gerações mais novas. O dinheiro não cai do céu e se não têm possibilidade de o ganhar, também não o peçam emprestado porque não vão conseguir pagar de volta, e neste planeta ninguém dá nada a ninguém.
E se perdoar a dívida não é solução, será solução pedir uma revolução?! A minha resposta é mais que NÃO, é NUNCA! Como podem as pessoas pedir uma revolução?! Será quem temos ideia do que isso representa?! Ah e tal, o 25 de Abril foi muito bonito, levou Portugal para uma situação melhor ... e tudo o que fica por trás da imagem bonita de uma revolução, alguém se lembra?! Quando população, polícia, tropa e tudo mais estão concentrados na revolução, não deixam de existir ladrões, não deixam de existir assassinos e violadores. Não deixa de existir mercado negro nem economias paralelas. Nem a própria revolução cria pessoas mais capacitadas ou honestas para substituir o actual Governo. Numa sociedade em que a maldade reina (e sim, reina quer queiramos admitir ou não), estarmos a entrar numa guerra civil não nos ajuda em nada.
Vai parecer que não estou a apoiar a revolta e a tristeza do meu povo, mas estou. E não é contra a população em sofrimento que estou a dizer tudo isto, é um apelo ao bom senso de todos. O maior problema sim, está na questão dos salários e subsídios que o Governo se esqueceu de cortar nele mesmo. Mas também não me parece que eles vão fazer esses cortes ... por isso volto a estaca zero e digo que não sei qual é a solução. =(
Enfim ...
Por aqui as coisas também não andam muito famosas, mas de mal o menos. Ainda dá pra sobreviver, pra pagar a casa, as contas e comprar o que é preciso. A mim deu-me até para comprar um Blackberryzinho, que me faz muito feliz. Mas ao fim de 7 meses, foi a primeira grande compra que fiz, por isso não tá mau. Também não me parece que nos próximos tempos possa meter-me noutra aventura destas. Em final de Outubro temos de trocar de casa outra vez, portanto mais sacrifícios.
Por agora é tudo. Um beijinho e até já! =)
sábado, 4 de agosto de 2012
O que me faz falta:
Tavira, Sol, Praia, Sal, Ilha, Noite, Caipirinhas, Conduzir, Gargalhadas, Mamã&Papá, Xiri Beach Bar, Dançar, Piscina, Copos, Barbecue, Bronzeador, Sangria, Peixe, Arraial, Mergulhos, Compras, Festivais, Taska Madeira, Crepes, Português, Cinema, Onix, Jantaradas, Luar, Cantar, Amigos, Sem Espinhas, Izzie, Passeios, Fotografias, Abraços, Nora Velha, Fado, Caminhadas, Barril, Ubi, Liberdade, Faro, UAlg, Associativismo, Dinheiro (lol), Calor, Pasmaceira (lol outra vez), Viagens, Távila, Parque de Campismo, Picanha, Paz.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Saudades de "Portuguesisses"
E pronto, cá estou eu outra vez.
Mais um Sábado, mais um fim-de-semana e daqui a nada já lá vai um mês. Um mês ... nem acredito que sobrevivi um mês aqui. Não sei se o balanço é positivo ou negativo. Talvez seja um pouco de ambos. E talvez seja normal eu sentir tanta vontade de ficar aqui como de ir embora. No mesmo dia sinto as coisas, e todos os dias tem sido assim.
Hoje fui a Ladbroke Grove com o M. e com o Papú (posso dizer o nome dele porque não é o nome verdadeiro, logo não faz mal). O Papú tinha uns assuntos de trabalho naquela zona e nós os dois, cunhados, aproveitamos para ir à descoberta dos Tugas de Notting Hill. E que bem nos soube tomar um pequeno almoço tipicamente Português =) Um bolo-de-arroz e uma meia-de-leite clarinha; uma bola de berlim e um galão bem escuro. E foi uma delícia! O pequeno-almoço foi tão típicamente Português que tivemos o previlégio de o tomar ao lado de uma portuguesa parva e arrogante que só sabia ser mal-educada com a empregada do café. Enfim.
Lá saímos do café Lisboa e atravessámos a rua para entrarmos na Delicatessen Lisboa. Para quem não sabe, significa qualquer coisa como Mercearia. E que bom que foi. Comprei Cerelac, Chocapic, caldos Knorr, leite condençado, côco ralado, pasta de alhos e pimentão e Compal! =D Foi caro, sim, muito caro. As coisas portuguesas aqui são ainda mais caras que o normal, mas valeu a pena.
E agora aqui estamos nós, na nossa pseudo-sala que na veradade é o quarto do M., do P. e do Papú, a ver o jogo do grande Benfas e a tentar manter a nossa nacionalidade dentro da nossa casinha =)
Os dias têm mesmo sido difíceis ... mas vamos deixar essa conversa para outra dia. Ou para daqui a umas horas, não sei. Provavelmente não vou conseguir evitar escarrapachar aqui as ângustias que me têm invadido últimamente. Mas veremos.
Um beijinho e até já.
Mais um Sábado, mais um fim-de-semana e daqui a nada já lá vai um mês. Um mês ... nem acredito que sobrevivi um mês aqui. Não sei se o balanço é positivo ou negativo. Talvez seja um pouco de ambos. E talvez seja normal eu sentir tanta vontade de ficar aqui como de ir embora. No mesmo dia sinto as coisas, e todos os dias tem sido assim.
Hoje fui a Ladbroke Grove com o M. e com o Papú (posso dizer o nome dele porque não é o nome verdadeiro, logo não faz mal). O Papú tinha uns assuntos de trabalho naquela zona e nós os dois, cunhados, aproveitamos para ir à descoberta dos Tugas de Notting Hill. E que bem nos soube tomar um pequeno almoço tipicamente Português =) Um bolo-de-arroz e uma meia-de-leite clarinha; uma bola de berlim e um galão bem escuro. E foi uma delícia! O pequeno-almoço foi tão típicamente Português que tivemos o previlégio de o tomar ao lado de uma portuguesa parva e arrogante que só sabia ser mal-educada com a empregada do café. Enfim.
Lá saímos do café Lisboa e atravessámos a rua para entrarmos na Delicatessen Lisboa. Para quem não sabe, significa qualquer coisa como Mercearia. E que bom que foi. Comprei Cerelac, Chocapic, caldos Knorr, leite condençado, côco ralado, pasta de alhos e pimentão e Compal! =D Foi caro, sim, muito caro. As coisas portuguesas aqui são ainda mais caras que o normal, mas valeu a pena.
E agora aqui estamos nós, na nossa pseudo-sala que na veradade é o quarto do M., do P. e do Papú, a ver o jogo do grande Benfas e a tentar manter a nossa nacionalidade dentro da nossa casinha =)
Os dias têm mesmo sido difíceis ... mas vamos deixar essa conversa para outra dia. Ou para daqui a umas horas, não sei. Provavelmente não vou conseguir evitar escarrapachar aqui as ângustias que me têm invadido últimamente. Mas veremos.
Um beijinho e até já.
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