Aqui estou eu, para vos pôr a par de algumas novidades.
Antes de mais, ter ido a Portugal foi a coisa mais reconfortante que me aconteceu nos últimos tempos. Não correu tudo como previsto e planeado, nem tudo o que vi e ouvi me agradou, mas a verdade é que ainda assim tudo isso me fez feliz. Porque eu sei que não existem vidas perfeitas e a vida em Portugal é, neste momento, tudo menos perfeita. Mas fazer parte da imperfeição do meu mundinho em Portugal, com as minhas famílias e os meus amigos, faz com que me sinta feliz e confortada. É estúpido, eu sei, mas o facto de existirem problemas e eu saber deles fazem-me continuar a sentir parte de lá.
Enfim, foi giro, foi trágico (lol), foi marcado por momento cómicos e vergonhosos (lol + lol) e foi o suficiente para me aguentar mais um mês e meio. Mas não mais que isso. Este ano abdiquei dos meus anos, mas era anos ou Natal e a escolha foi óbvia: Natal em casa! Então, dia 19 de Dezembro estarei de volta. =)
Agora sobre a vidinha em Londres: mudamos de casa, outra vez! lol! Vá lá que agora me dá vontade de rir. Foram momentos complicados e encontrar esta casa foi tipo ... um achado! Estamos mais longe do centro e isso assustou um bocadinho no princípio, mas depois olhamos bem para os prós e vimos que os contras não têm muito peso.
Palmers Green foi o local escolhido. Uma casa enorme, moderna e equipada com tudo do melhor. Faz lembrar as casas dos filmes, em que se anda na rua e se vê e se sente o cheiro da lenha a arder nas fogueiras.
Um quarto que tem o dobro do tamanho do anterior e uma renda semanal bem, mas bem mais baixa! Para terem uma ideia, antes pagávamos X + contas + council tax e agora pagamos menos 70 libras por semana, o que dá menos 280 libras por mês, e já temos todas as contas, council tax e internet incluídas Isto tudo a morar num quarto enorme, com lareira particular, um armário para cada um e uma cómoda bem grande =) Eu sei que pode parecer ridícula a descrição que estou a fazer, mas a verdade é que depois das dificuldades que passamos, estas pequenas coisas contam e muito.
Continuando ... temos uma cozinha enorme, com 2 fornos e 2 frigoríficos. E da janela panorâmica da cozinha vemos o nosso quinta enorme onde os esquilos saltam e brincam de manhã =) Vivemos numa zona residencial onde existem imensos parques, imensas famílias com crianças e animais de estimação, e a vida é mais descontraída. É uma zona limpa e arranjadinha, bastante segura e toda a gente é simpática. Temos autocarro ao pé de casa e em 10 minutos estamos em Wood Green, que quase parece uma cidade à parte de Londres. A minha querida Primark fica logo ali ao lado da paragem de autocarro e da estação de metro. Os supermercados fazem-me lembrar o Pingo Doce, com parte de restaurante com refeições baratas, com zona de take away, com produtos baratos e com boa qualidade.
Tenho um Starbucks e um McDonald's ao pé de casa (mas porque é que o Mac me persegue aqui???) e várias lojinhas com coisas giras e baratas, mas também coisas com classe e preços altinhos.
Resumindo ... estou feliz com a mudança, estou feliz com o sítio e estou feliz com as condições em que vivo agora =)
Esta semana vai ser uma semana de muito trabalho para nós os dois mas sinto que, pela primeira vez, estamos a fazer o que sempre idealizámos fazer aqui. Viver com condições e a trabalhar muito para juntar o máximo de dinheiro possível.
Ontem o D. trabalhou 17horas (!!!!!) e vai trabalhar à volta de 8/9 o resto dos dias até Domingo. E eu comecei ontem, tive folga hoje e agora só volto a descansar 3ª ou 4ª da próxima semana. Ou seja, só esta semana já recebemos mais de 500 libras! Sinto-me rica!!! LOL!!
Enfim, vou voltar a pôr os pés na terra que bem preciso. A vida não se tornou subitamente mais fácil nem a minha vontade de voltar para casa diminuiu mas estou a procurar encarar as coisas de forma mais positiva.
A minha querida M. mais a mana C. chegam já na 6ª feira e vêm passar 4 diazinhos a London, o que vai ser muito bom e me vai ajudar a matar saudadinhas de uma pessoa que me é muito mais que querida! =) Portanto, vou ter um great weekend in London after a great weekend spent in Portugal! =P
E pronto, por hoje é tudo. Até já *
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Saudades do Natal
E pronto ... aconteceu o mesmo de sempre. Exactamente a um mês de eu fazer anos, começou a dar-me uma dor no peito por causa do Natal. Que saudades que tenho do Natal ... de tudo o que ele envolve e representa.
Vou saltar a parte em que estou aterrorizada por pensar que posso não poder ir passar o Natal a casa. =X
Às vezes acho que as pessoas não se apercebem o que o Natal significa. Eu própria não gostava muito dele antes. Tive aquela fase de adolescente revoltada em que o Natal não me dizia nada. Mas ... por algum motivo muito especial, a minha 2ª família (a família do D., portanto) mostrou-me um lado do Natal que eu desconhecia. Na minha família somos poucos (na verdade não somos, mas digamos que a minha família não é muito unida, o que simplifica bastante as coisas), por isso o Natal sempre foi uma coisa muito calma (e stressante porque a mãe quer sempre fazer com que tudo saia perfeito e não há nada perfeito no mundo, por isso havia sempre alguma confusão. lol) e não me fascinava por aí além ter de passar por todo o stress da vespra de Natal. Normalmente passava o dia na rua, com a maltinha toda, e depois do jantar corria para net, o grande mIRC. =) Mas depois o meu namoro com o D. reatou-se, as coisas ficaram mais sérias e pela primeira vez tive oportunidade de assistir ao Natal na casa dele. E aí percebi que a alegria e felicidade que aquelas pessoas sentem quando podem estar assim, todas juntas, vale por tudo. Então, comecei a pensar para mim o quanto é importante aqueles momentos que eu, a mãe, o pai, o cão e a avó, passamos juntos. Começamos a oferecer uma predinha ao cão também só para o vermos feliz a rasgar o papel; começamos a nomear um pai natal para distribuir as prendas de gorro vermelho na cabeça; comecei a ir com a mãe ao mercado todos os dias 24 de Dezembro, logo de manhã, onde encontramos aquelas pessoas que só vemos naquele dia, uma única vez por ano; começamos a preparar ementas de Natal com antecedência pro stress da mãe ser mais pequeno. E, principalmente, começamos a desfrutar mais da presença uns dos outros do que tudo o resto. É disso que tenho saudades. E é por isso que me sinto aterrorizada ... porque este ano há a hipótese de não poder passar por tudo isso ... há a hipótese de termos de ficar aqui os dois, sozinhos, sem as pessoas que mais amamos ao pé de nós.
Enfim ... deixemos-nos nos de coisas tristes. Falta pouco pro Natal e só quero ver luzes, musicas e embrulhos de Natal pelas ruas da capital Inglesa =) E continuar a sonhar com o nosso Natal perfeito, em casa, na nossa cidadezinha pequena, perto do que nos aquece o coração.
Um beijinho *
Vou saltar a parte em que estou aterrorizada por pensar que posso não poder ir passar o Natal a casa. =X
Às vezes acho que as pessoas não se apercebem o que o Natal significa. Eu própria não gostava muito dele antes. Tive aquela fase de adolescente revoltada em que o Natal não me dizia nada. Mas ... por algum motivo muito especial, a minha 2ª família (a família do D., portanto) mostrou-me um lado do Natal que eu desconhecia. Na minha família somos poucos (na verdade não somos, mas digamos que a minha família não é muito unida, o que simplifica bastante as coisas), por isso o Natal sempre foi uma coisa muito calma (e stressante porque a mãe quer sempre fazer com que tudo saia perfeito e não há nada perfeito no mundo, por isso havia sempre alguma confusão. lol) e não me fascinava por aí além ter de passar por todo o stress da vespra de Natal. Normalmente passava o dia na rua, com a maltinha toda, e depois do jantar corria para net, o grande mIRC. =) Mas depois o meu namoro com o D. reatou-se, as coisas ficaram mais sérias e pela primeira vez tive oportunidade de assistir ao Natal na casa dele. E aí percebi que a alegria e felicidade que aquelas pessoas sentem quando podem estar assim, todas juntas, vale por tudo. Então, comecei a pensar para mim o quanto é importante aqueles momentos que eu, a mãe, o pai, o cão e a avó, passamos juntos. Começamos a oferecer uma predinha ao cão também só para o vermos feliz a rasgar o papel; começamos a nomear um pai natal para distribuir as prendas de gorro vermelho na cabeça; comecei a ir com a mãe ao mercado todos os dias 24 de Dezembro, logo de manhã, onde encontramos aquelas pessoas que só vemos naquele dia, uma única vez por ano; começamos a preparar ementas de Natal com antecedência pro stress da mãe ser mais pequeno. E, principalmente, começamos a desfrutar mais da presença uns dos outros do que tudo o resto. É disso que tenho saudades. E é por isso que me sinto aterrorizada ... porque este ano há a hipótese de não poder passar por tudo isso ... há a hipótese de termos de ficar aqui os dois, sozinhos, sem as pessoas que mais amamos ao pé de nós.
Enfim ... deixemos-nos nos de coisas tristes. Falta pouco pro Natal e só quero ver luzes, musicas e embrulhos de Natal pelas ruas da capital Inglesa =) E continuar a sonhar com o nosso Natal perfeito, em casa, na nossa cidadezinha pequena, perto do que nos aquece o coração.
Um beijinho *
terça-feira, 9 de outubro de 2012
A história das "Bosses"
De tantas coisas que me tem apetecido escrever, decidi que hoje quero contar uma história que me é muito querida e que nada tem a ver com a minha vida em Londres (pelo menos, não directamente).
Esta é a história contada do ponto de vista da primeira menina sentada na sala de aula da escola primária: eu.
De todas as coisas que me têm passado pela cabeça, esta é uma das que me tem feito sorrir. Não só pelas pessoas que fazem parte desta história, mas por saber que existem tantas pessoas importantes na minha vida e que fizeram parte da pessoa que sou hoje. E mesmo sabendo que todas essas pessoas pensam agora abandonar o nosso país, a minha única vontade continua a ser voltar para casa e para onde já fui tão feliz ao lado dos meus One Love ♥
Beijinho a todos e até ... um dia destes. *
Há muitos anos atrás, no primeiro dia de aulas na escola primária de uma cidade pequena, uma menina viu entrar na sala de aula duas meninas gémeas, cada uma com o seu macacão com rosas grandes, um azul e a outro cor-de-rosa. Na sala de aula estavam outras meninas, umas que ela já conhecia, outras que ela nunca tinha visto. Uma delas era a menina que dava dentadas aos colegas no infantário. Mas entre os meninos e meninas que estavam entre os que ela não conhecia estava uma menina de cabelo preto, comprido com franjinha e um ar muito animado, e estava outra, também morena de fita na cabeça, muito magrinha. Nessa mesma escola mas numa turma diferente, estava uma menina linda, de cabelo encaracolado, personalidade selvagem e nariz empinado. =) Nesse momento elas não faziam ideia do que seriam na vida umas das outras, mas esse foi o dia em uma amizade especial começou.
Nos dias, meses e anos seguintes, o caminhos desse pequeno grupo de raparigas cruzou-se com o caminho de outras meninas: uma séria e determinada morena, com um nome esquisito, duas amigas que praticavam Vela juntas, a irmã de uma das velejadoras, uma rapariga loira e baixinha, a irmã de um rapaz muito giro e uma menina mais nova, rebelde e de um mundo diferente das outras.
Começaram a ser conhecidas como meninas mimadas, o grupinho popular da escola, o grupinho que conquistou os meninos arruaceiros da cidade, as meninas ricas que se misturaram com os meninos de um bairro sicail. E de tudo isso sirgiu-lhes a ideia de criar um "gang:" as Bosses!
As primeiras saídas à noite, as primeiras bebedeiras, os primeiros namoros, as primeiras desilusões, as grandes aventuras, todas estas coisas foram partilhadas por este grupo que marcou uma era, uma história e uma amizade (apesar de tudo) intemporal.
Houveram momentos, houveram festas, houveram músicas, houveram equipas de futebol, houve cumplicidade, houveram muitas mais pessoas a chegar e a partir. Houve tudo o que tinha de haver para se tornar inesquecível e marcar a passagem e o crescimento de um grupo que foi tão feliz enquanto durou.
As Bosses acabaram. Muita coisa correu mal, muita mágoa, muita dor. A maior parte das coisas ficou para trás. Muitas coisas não foram esquecidas, algumas não foram perdoadas, mas foram ultrapassadas. Cada uma seguiu em frente, cada uma num caminho diferente. Todas têm novos amigos e amigas, todas têm pessoas muito importantes na vida delas e todas lutam por futuros diferentes. Mas no fundo, há amizades que não morrem e as Bosses são a prova disso. Depois de tudo, umas mais unidas, outras menos, continuam presentes nas vidas umas das outras. E continuam todas nas lembranças e nos corações umas das outras.
Esta é a história contada do ponto de vista da primeira menina sentada na sala de aula da escola primária: eu.
De todas as coisas que me têm passado pela cabeça, esta é uma das que me tem feito sorrir. Não só pelas pessoas que fazem parte desta história, mas por saber que existem tantas pessoas importantes na minha vida e que fizeram parte da pessoa que sou hoje. E mesmo sabendo que todas essas pessoas pensam agora abandonar o nosso país, a minha única vontade continua a ser voltar para casa e para onde já fui tão feliz ao lado dos meus One Love ♥
Beijinho a todos e até ... um dia destes. *
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
House Adventure ... again!
Não tenho andado lá muito famosa para escrever, mas pronto aqui vai uma tentativa muito bem intencionada de publicar alguma coisa útil.
Temos andado a procura de casa outra vez porque o nosso contrato acaba em final de Outubro e nem pensar em renová-lo! Com ratos e chuva dentro de casa, acho que é impensável. Por isso, resolvemos começar a procura de um novo poiso e desta vez resolvemos focar-nos num studio só para nós os dois.
A nossa ideia nunca foi morarmos só os 2 aqui, principalmente depois de já termos morado com família e amigos. Sempre tivemos aquela ideia de qua iamos ficar completamente sós e abandonados se fossemos morar sozinhos. Mas ... voltas pra cá, voltas pra lá, começamos a ponderar alugar um estudiozinho pra nós, e desta vez numa zona que seja mais próxima do meu trabalho, uma vez que é fixo e dali não devo sair tão cedo.
Conversamos com vários amigos e conhecidos que nos disseram que encontramos estudios mais baratos do que que o preço que estamos a pagar por esta casa, já com contas incluídas, e sem pets indesejáveis ou chuva particular. Então começamos a estruturar a nossa pesquisa / procura e a verdade é que se encontra realmente coisas muito mais em conta. Vamos rezar para que tudo corra bem e esta (a terceira) seja de vez. =)
Primeira ferramenta de pesquisa: Revista Leros, portuguesa e brasileria. Encontra-se em qualquer café ou delicatessen portuguesa ou brasileria em Londres. Também têm website mas não é tão completo quanto a revista, óbvio. Tem anuncios de todo o tipo de serviços que se possa imaginar.
Um bom site a visitar é o www.accommodationlondon.net . É uma agência mas não ocbra taxas porque é proprietária de todos os quartos, estudios e apartamentos que têm. Trabalham com curtas e longas estadias, logo para quem vem de férias também é uma óptima opção.
Outro site útil é o www.innerestate.co.uk . Quartos a preços muito acessiveis.
O www.intolondon.co.uk também tem boas coisas. Talvez mais complicado porque tem de se comunicar directamente com os anunciantes, para falar com alguns é necessário pagar e as corresponder as exigências e preferências deles nem sempre é fácil. De qualquer maneira, pode-se sempre ter sorte e uma das vantagens é poder pesquisar-se exactamente nas áreas em que se pretende.
www.gumtree.com e www.Easyroommate.com são outras hipóteses mas, por experiência, não gosto muito. Sinto que a segurança é nula e a frustração muita. Experimentem e vejam no que dá.
Por hoje é tudo. Tive um fim-de-semana muito bom porque a mamã veio quase que de urgência ver-me e passar 2 diazinhos comigo que souberam a pouco mas ajudaram imenso. Outra lufada de ar fresco para me dar mais umas forças para aguentar-me mais uns tempos. Daqui a um mês também vou a Portugal matar saudades (as eternas e malditas saudades que não me abandonam) e melhor ficarei.
Um beijinho e até já *
Temos andado a procura de casa outra vez porque o nosso contrato acaba em final de Outubro e nem pensar em renová-lo! Com ratos e chuva dentro de casa, acho que é impensável. Por isso, resolvemos começar a procura de um novo poiso e desta vez resolvemos focar-nos num studio só para nós os dois.
A nossa ideia nunca foi morarmos só os 2 aqui, principalmente depois de já termos morado com família e amigos. Sempre tivemos aquela ideia de qua iamos ficar completamente sós e abandonados se fossemos morar sozinhos. Mas ... voltas pra cá, voltas pra lá, começamos a ponderar alugar um estudiozinho pra nós, e desta vez numa zona que seja mais próxima do meu trabalho, uma vez que é fixo e dali não devo sair tão cedo.
Conversamos com vários amigos e conhecidos que nos disseram que encontramos estudios mais baratos do que que o preço que estamos a pagar por esta casa, já com contas incluídas, e sem pets indesejáveis ou chuva particular. Então começamos a estruturar a nossa pesquisa / procura e a verdade é que se encontra realmente coisas muito mais em conta. Vamos rezar para que tudo corra bem e esta (a terceira) seja de vez. =)
Primeira ferramenta de pesquisa: Revista Leros, portuguesa e brasileria. Encontra-se em qualquer café ou delicatessen portuguesa ou brasileria em Londres. Também têm website mas não é tão completo quanto a revista, óbvio. Tem anuncios de todo o tipo de serviços que se possa imaginar.
Um bom site a visitar é o www.accommodationlondon.net . É uma agência mas não ocbra taxas porque é proprietária de todos os quartos, estudios e apartamentos que têm. Trabalham com curtas e longas estadias, logo para quem vem de férias também é uma óptima opção.
Outro site útil é o www.innerestate.co.uk . Quartos a preços muito acessiveis.
O www.intolondon.co.uk também tem boas coisas. Talvez mais complicado porque tem de se comunicar directamente com os anunciantes, para falar com alguns é necessário pagar e as corresponder as exigências e preferências deles nem sempre é fácil. De qualquer maneira, pode-se sempre ter sorte e uma das vantagens é poder pesquisar-se exactamente nas áreas em que se pretende.
www.gumtree.com e www.Easyroommate.com são outras hipóteses mas, por experiência, não gosto muito. Sinto que a segurança é nula e a frustração muita. Experimentem e vejam no que dá.
Por hoje é tudo. Tive um fim-de-semana muito bom porque a mamã veio quase que de urgência ver-me e passar 2 diazinhos comigo que souberam a pouco mas ajudaram imenso. Outra lufada de ar fresco para me dar mais umas forças para aguentar-me mais uns tempos. Daqui a um mês também vou a Portugal matar saudades (as eternas e malditas saudades que não me abandonam) e melhor ficarei.
Um beijinho e até já *
terça-feira, 18 de setembro de 2012
(Des)Motivação
Aqui estou eu, outra vez. Em maré de desilusões, outra vez. Começa a ser repetitivo, mas pronto. Também ando em maré de meditação e acabo sempre por chegar a conclusões pouco animadoras.
Ainda não consegui encontrar um estilo, um lugar neste mundinho dos blogs. Não consigo ser metódica, não consigo falar de coisas interesantes, não consigo ser pontual nem regular. E acho que isto tudo reflecte a minha posição para com o mundo e para com a minha própria realidade. Não consegui ainda encontrar o meu lugarzinho no mundo e isso incomoda-me profundamente.
Sinto-me tão desmotivada aqui como acho que todos vocês se sentem aí. É tão frustrante, tão injusto, tão inacreditável que lutemos e lutemos e lutemos mais ainda e já nem no mesmo lugar consigamos ficar, já estamos a começar a ser empurrados para trás. Eu não estou em Portugal mas sinto que estou a viver o mesmo que cada um aí. Aqui também se luta imenso, também se dá o litro sem receber boas coisas em troca. O dinheiro não é o que era suposto e esta procura por uma vida melhor não está a dar-nos nada que o nosso país não nos desse. Já começamos a sentir os efeitos de sermos "Portugueses em Londres", e muitas vezes já somos rotulados de "refugiados económicos". A vontade de ir trabalhar já começa a ser nula e a única coisa que me mantém cheia de força para me levar ao trabalho todos os dias é saber que todas as Sextas-feiras vou receber (e sim, agora sei o que é trabalhar por precisar, por necessidade, e não por gosto).
Muitas são as vezes em que pondero mudar de trabalho e começar a procurar uma coisa melhor, mas a verdade é que este trabalho ridículo numa sapataria me dá uma garantia gigante, que um sítio novo jamais me poderá dar. O dinheiro é certo, sempre que estou apertada dão-me mais dias e se precisar de ajuda eu sei que eles não me deixam ficar mal. Mas sei que isto não me vai levar a lado nenhum. Vender sapatos caríssimos a mulheres ricas, sem noção do valor do dinheiro, e com os pés mais horriveis que existem no mundo, não é propriamente o emprego de sonho de ninguém (digo eu, não sei).
O D. cá continua a lutar para encontrar um trabalho fixo e estável, mas isso parece ainda mais difícil. Salvam-nos os biscates aqui e ali, que o fazem ganhar qualquer coisinha. Mas a coisa tá feia. Enfim ...
No final de Outubro temos de mudar de casa outra vez e a procura que fazemos a cada dia motiva pouco. Uma Sales Assistant e um desempregado têm poucas hipoteses de encontrar alguma coisa em condições e barata. A única coisa boa é que vamos a Portugal no final de Outubro, mas até isso vai coincidir com a mudança, e vai-nos fazer passar o inferno. Enfim, é melhor nem pensar.
Tudo isto me tem feito entrar numa espiral de stress e desmotivação que só visto. O sistema nervoso disparou, o meu estômago não dá descanso com as dores e indigestões, o meu cabelo começa a ter mazelas associadas ao stress (sintomas recorrentes, que me foram diagnosticados numa outra altura de sofrimento), o sono já não vem e quando durmo acordo mais cansada do que me deitei (e eu que pensava que isso já não era possivel).
E pronto. História contada, desabafo feito e aqui vamos nós seguir em frente.
Beijinho e até já *
Ainda não consegui encontrar um estilo, um lugar neste mundinho dos blogs. Não consigo ser metódica, não consigo falar de coisas interesantes, não consigo ser pontual nem regular. E acho que isto tudo reflecte a minha posição para com o mundo e para com a minha própria realidade. Não consegui ainda encontrar o meu lugarzinho no mundo e isso incomoda-me profundamente.
Sinto-me tão desmotivada aqui como acho que todos vocês se sentem aí. É tão frustrante, tão injusto, tão inacreditável que lutemos e lutemos e lutemos mais ainda e já nem no mesmo lugar consigamos ficar, já estamos a começar a ser empurrados para trás. Eu não estou em Portugal mas sinto que estou a viver o mesmo que cada um aí. Aqui também se luta imenso, também se dá o litro sem receber boas coisas em troca. O dinheiro não é o que era suposto e esta procura por uma vida melhor não está a dar-nos nada que o nosso país não nos desse. Já começamos a sentir os efeitos de sermos "Portugueses em Londres", e muitas vezes já somos rotulados de "refugiados económicos". A vontade de ir trabalhar já começa a ser nula e a única coisa que me mantém cheia de força para me levar ao trabalho todos os dias é saber que todas as Sextas-feiras vou receber (e sim, agora sei o que é trabalhar por precisar, por necessidade, e não por gosto).
Muitas são as vezes em que pondero mudar de trabalho e começar a procurar uma coisa melhor, mas a verdade é que este trabalho ridículo numa sapataria me dá uma garantia gigante, que um sítio novo jamais me poderá dar. O dinheiro é certo, sempre que estou apertada dão-me mais dias e se precisar de ajuda eu sei que eles não me deixam ficar mal. Mas sei que isto não me vai levar a lado nenhum. Vender sapatos caríssimos a mulheres ricas, sem noção do valor do dinheiro, e com os pés mais horriveis que existem no mundo, não é propriamente o emprego de sonho de ninguém (digo eu, não sei).
O D. cá continua a lutar para encontrar um trabalho fixo e estável, mas isso parece ainda mais difícil. Salvam-nos os biscates aqui e ali, que o fazem ganhar qualquer coisinha. Mas a coisa tá feia. Enfim ...
No final de Outubro temos de mudar de casa outra vez e a procura que fazemos a cada dia motiva pouco. Uma Sales Assistant e um desempregado têm poucas hipoteses de encontrar alguma coisa em condições e barata. A única coisa boa é que vamos a Portugal no final de Outubro, mas até isso vai coincidir com a mudança, e vai-nos fazer passar o inferno. Enfim, é melhor nem pensar.
Tudo isto me tem feito entrar numa espiral de stress e desmotivação que só visto. O sistema nervoso disparou, o meu estômago não dá descanso com as dores e indigestões, o meu cabelo começa a ter mazelas associadas ao stress (sintomas recorrentes, que me foram diagnosticados numa outra altura de sofrimento), o sono já não vem e quando durmo acordo mais cansada do que me deitei (e eu que pensava que isso já não era possivel).
E pronto. História contada, desabafo feito e aqui vamos nós seguir em frente.
Beijinho e até já *
domingo, 16 de setembro de 2012
Mais uma ausência, mais um regresso
Pois é, ausentei-me outra vez mas já regressei.
Isto há fases, sabem? Alturas em que apetece muito vir cá, e outras alturas em que nem passa pela cabeça. Enfim. O que interessa é que vim cá dar uma palavrinha.
Antes de mais, "situação do país"! (Portugal, claro, que o Reino Unido está calmo e descansado). Mas o que raio se passa em Portugal?! É que é um desalento ver e ouvir falar do que se passa em "casa". A sensação que temos é que vai tudo desabar por esses lados.
Se para nós cá fora é assustador, se nos tira as esperanças de podermos voltar para perto das nossas famílias, dos nossos amigos e do país que amamos, nem imagino o que sentirão vocês que aí estão a sentir tudo na pele. Não se percebe como alguém pode ter conduzido o nosso país para uma situação tão desoladora. Mas somos algum país de 3º Mundo, ou quê? Somos algum país em que os políticos e os ricássos precisem assim tanto de empurrar o povo cada vez mais para o fundo para poderem eles próprios sobressair pelo excesso de riqueza que têm?! Não percebo. Mas também não culpo este Governo a 100%. Não foram eles que provocaram a situação. Esses, os verdadeiros culpados, saíram de lá sem mazelas, mas com os bolsos cheios de culpa e dinheiro. Estes coitados tiveram de agarrar o que os outros lhes deixaram e claro, acabaram por meter a pata na poça. Óbvio que ia acontecer!
Mas a minha pergunta agora é: e agora?! Qual é o raio da solução?! É esperar que nos perdoem a dívida?! Desculpem mas eu não concordo. Soubemos pedir e agora não queremos pagar de volta? É a mesma coisa que dizer a toda a gente que não precisa de devolver o que lhes foi emprestado, e essa não é a mensagem que queremos passar as gerações mais novas. O dinheiro não cai do céu e se não têm possibilidade de o ganhar, também não o peçam emprestado porque não vão conseguir pagar de volta, e neste planeta ninguém dá nada a ninguém.
E se perdoar a dívida não é solução, será solução pedir uma revolução?! A minha resposta é mais que NÃO, é NUNCA! Como podem as pessoas pedir uma revolução?! Será quem temos ideia do que isso representa?! Ah e tal, o 25 de Abril foi muito bonito, levou Portugal para uma situação melhor ... e tudo o que fica por trás da imagem bonita de uma revolução, alguém se lembra?! Quando população, polícia, tropa e tudo mais estão concentrados na revolução, não deixam de existir ladrões, não deixam de existir assassinos e violadores. Não deixa de existir mercado negro nem economias paralelas. Nem a própria revolução cria pessoas mais capacitadas ou honestas para substituir o actual Governo. Numa sociedade em que a maldade reina (e sim, reina quer queiramos admitir ou não), estarmos a entrar numa guerra civil não nos ajuda em nada.
Vai parecer que não estou a apoiar a revolta e a tristeza do meu povo, mas estou. E não é contra a população em sofrimento que estou a dizer tudo isto, é um apelo ao bom senso de todos. O maior problema sim, está na questão dos salários e subsídios que o Governo se esqueceu de cortar nele mesmo. Mas também não me parece que eles vão fazer esses cortes ... por isso volto a estaca zero e digo que não sei qual é a solução. =(
Enfim ...
Por aqui as coisas também não andam muito famosas, mas de mal o menos. Ainda dá pra sobreviver, pra pagar a casa, as contas e comprar o que é preciso. A mim deu-me até para comprar um Blackberryzinho, que me faz muito feliz. Mas ao fim de 7 meses, foi a primeira grande compra que fiz, por isso não tá mau. Também não me parece que nos próximos tempos possa meter-me noutra aventura destas. Em final de Outubro temos de trocar de casa outra vez, portanto mais sacrifícios.
Por agora é tudo. Um beijinho e até já! =)
Isto há fases, sabem? Alturas em que apetece muito vir cá, e outras alturas em que nem passa pela cabeça. Enfim. O que interessa é que vim cá dar uma palavrinha.
Antes de mais, "situação do país"! (Portugal, claro, que o Reino Unido está calmo e descansado). Mas o que raio se passa em Portugal?! É que é um desalento ver e ouvir falar do que se passa em "casa". A sensação que temos é que vai tudo desabar por esses lados.
Se para nós cá fora é assustador, se nos tira as esperanças de podermos voltar para perto das nossas famílias, dos nossos amigos e do país que amamos, nem imagino o que sentirão vocês que aí estão a sentir tudo na pele. Não se percebe como alguém pode ter conduzido o nosso país para uma situação tão desoladora. Mas somos algum país de 3º Mundo, ou quê? Somos algum país em que os políticos e os ricássos precisem assim tanto de empurrar o povo cada vez mais para o fundo para poderem eles próprios sobressair pelo excesso de riqueza que têm?! Não percebo. Mas também não culpo este Governo a 100%. Não foram eles que provocaram a situação. Esses, os verdadeiros culpados, saíram de lá sem mazelas, mas com os bolsos cheios de culpa e dinheiro. Estes coitados tiveram de agarrar o que os outros lhes deixaram e claro, acabaram por meter a pata na poça. Óbvio que ia acontecer!
Mas a minha pergunta agora é: e agora?! Qual é o raio da solução?! É esperar que nos perdoem a dívida?! Desculpem mas eu não concordo. Soubemos pedir e agora não queremos pagar de volta? É a mesma coisa que dizer a toda a gente que não precisa de devolver o que lhes foi emprestado, e essa não é a mensagem que queremos passar as gerações mais novas. O dinheiro não cai do céu e se não têm possibilidade de o ganhar, também não o peçam emprestado porque não vão conseguir pagar de volta, e neste planeta ninguém dá nada a ninguém.
E se perdoar a dívida não é solução, será solução pedir uma revolução?! A minha resposta é mais que NÃO, é NUNCA! Como podem as pessoas pedir uma revolução?! Será quem temos ideia do que isso representa?! Ah e tal, o 25 de Abril foi muito bonito, levou Portugal para uma situação melhor ... e tudo o que fica por trás da imagem bonita de uma revolução, alguém se lembra?! Quando população, polícia, tropa e tudo mais estão concentrados na revolução, não deixam de existir ladrões, não deixam de existir assassinos e violadores. Não deixa de existir mercado negro nem economias paralelas. Nem a própria revolução cria pessoas mais capacitadas ou honestas para substituir o actual Governo. Numa sociedade em que a maldade reina (e sim, reina quer queiramos admitir ou não), estarmos a entrar numa guerra civil não nos ajuda em nada.
Vai parecer que não estou a apoiar a revolta e a tristeza do meu povo, mas estou. E não é contra a população em sofrimento que estou a dizer tudo isto, é um apelo ao bom senso de todos. O maior problema sim, está na questão dos salários e subsídios que o Governo se esqueceu de cortar nele mesmo. Mas também não me parece que eles vão fazer esses cortes ... por isso volto a estaca zero e digo que não sei qual é a solução. =(
Enfim ...
Por aqui as coisas também não andam muito famosas, mas de mal o menos. Ainda dá pra sobreviver, pra pagar a casa, as contas e comprar o que é preciso. A mim deu-me até para comprar um Blackberryzinho, que me faz muito feliz. Mas ao fim de 7 meses, foi a primeira grande compra que fiz, por isso não tá mau. Também não me parece que nos próximos tempos possa meter-me noutra aventura destas. Em final de Outubro temos de trocar de casa outra vez, portanto mais sacrifícios.
Por agora é tudo. Um beijinho e até já! =)
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Mundo dos sonhos e finais (in)felizes ...
Quem me dera viver no mundo dos sonhos. Algures entre Nárnia e Hogwarts. Num mundo onde as desilusões são sempre vencidas e onde as coisas boas acabam sempre por nos devolver o sorriso aos lábios e o aconchego ao coração.
Mas não posso viver num mundo desses porque tudo o que é perfeito não existe. E eu não consigo trazer a mínima perfeição ao meu mundo. Aqui as tristezas dificilmente são superadas e as desilusões ... as desilusões acompanham-nos o resto das nossas vidas. E no fim da história não há final feliz. Pelo menos na maior parte das vezes.
Ando afastada daqui porque nunca foi minha intenção transformar este blog num mural de lamentações, mas foi isso que acabou por acontecer. Espero conseguir mudar isso, apesar de não saber quando me vou sentir inspirada o suficiente para falar de outra coisa que não sejam as minhas angústias e tristezas.
Enfim ... a moral da história é que nunca podemos ficar nos sítios onde somos felizes. Sempre que atingimos a felicidade e a realização somos obrigados a dar um passo em frente e avançar para outra história, outra luta, outro desafio. E mesmo que queiramos ficar parados e viver felizes e estagnados para sempre naquele "momento", não podemos. É um bocadinho como a idade: nascemos, crescemos, atingimos o auge das nossas vidas e de repente começamos a envelhecer e aos poucos vamos aproximando-nos do fim, até que simplesmente "acabamos". É isso que acontece com os momentos bons. E até voltarmos a ter um novo, o sofrimento é indescritível.
Só para contrariar sad mood, fica a minha música de fundo desta noite de 2ª feira.
Um beijinho e até já *
Mas não posso viver num mundo desses porque tudo o que é perfeito não existe. E eu não consigo trazer a mínima perfeição ao meu mundo. Aqui as tristezas dificilmente são superadas e as desilusões ... as desilusões acompanham-nos o resto das nossas vidas. E no fim da história não há final feliz. Pelo menos na maior parte das vezes.
Ando afastada daqui porque nunca foi minha intenção transformar este blog num mural de lamentações, mas foi isso que acabou por acontecer. Espero conseguir mudar isso, apesar de não saber quando me vou sentir inspirada o suficiente para falar de outra coisa que não sejam as minhas angústias e tristezas.
Enfim ... a moral da história é que nunca podemos ficar nos sítios onde somos felizes. Sempre que atingimos a felicidade e a realização somos obrigados a dar um passo em frente e avançar para outra história, outra luta, outro desafio. E mesmo que queiramos ficar parados e viver felizes e estagnados para sempre naquele "momento", não podemos. É um bocadinho como a idade: nascemos, crescemos, atingimos o auge das nossas vidas e de repente começamos a envelhecer e aos poucos vamos aproximando-nos do fim, até que simplesmente "acabamos". É isso que acontece com os momentos bons. E até voltarmos a ter um novo, o sofrimento é indescritível.
Só para contrariar sad mood, fica a minha música de fundo desta noite de 2ª feira.
Um beijinho e até já *
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