domingo, 6 de maio de 2012

Sinais

Hi guys! How are you?

Venho publicar uma coisinha que já tinha escrito há alguns dias, mas que com esta história de mudar de casa e não ter net, não deu para publicar. E só para vos dizer, estou feliz e contente na casita nova! =D

"Já vos disse que sou uma pessoa de sinais? Que vê sinais em tudo e em todo o lado? Pois é, eu sou assim. Então desde que decidi vir para Inglaterra, começou a ser ainda pior, mais evidente.

No princípio via a palavra “Londres” ou “London” escrito em todo o lado. E a bandeira do Reino Unido começou a aparecer em todos os cantos. Ele era montras de lojas com malas de viagem com a bandeira estampada, eram biombos e relógios de parede, eram fotografias em revistas, era tudo o que se possa (ou não) imaginar. Depois começaram a ser os livros. De cada vez que decidi comprar livros para ler, os primeiros em que agarrei foram aqueles com que fiquei, porque eram sempre passados em Inglaterra. O primeiro foi “O Gato Casper”, uma história verídica passada em Plymouth. O segundo bem mais surpreendente: a história de um emigrante que vem do seu país para Londres, em busca de trabalho e dinheiro para ajudar a família que ficou para trás. Vou dizer-vos (e juro que sem mentira nenhuma) que li naquele livro quase toda a nossa história em Londres. Claro que os pormenores e o final eram diferentes, mas na verdade tudo aconteceu como no livro. Mas quando digo tudo é mesmo tudo! Enfim.

Mais tarde, quando finalmente arranjei trabalho em Londres, arranjei-o numa sapataria. Não foi de estranhar para mim, porque o meu maior dilema para sair de Portugal foi com sapatos. Os meus mil e quinhentos pares de sapatos que tiveram de se comprimir muito bem comprimidinhos dentro das malas (não foram mil e quinhentos, mas foram mais de dez … lol). Percebi que a minha guerra com os sapatos era um sinal de que o meu primeiro trabalho em Londres seria a vender o que adoro. 

Então 2 meses depois de ter começado a trabalhar e depois de já ter, praticamente, perdido a fé e a vontade de estudar e seguir a área que sempre me fascinou e que, na verdade, me trouxe para cá, encontrei o H. Na altura não percebi bem que impacto teria ele na minha vida e no meu caminho, mas após uns dias e várias conversas percebi que ele estava a abrir-me as portas para o que sempre quis. Claro que a primeira coisa que disse ao D. foi que o H. não tinha entrado nas nossas vidas por acaso e que sentia que ele ia fazer toda a diferença no nosso futuro. E a verdade é que começou logo a fazê-la. Não só por nos tirar de casa e nos incentivar a manter contacto com o resto da maltinha Tavirense em Londres, mas principalmente por me ter devolvido a motivação e a esperança de ver acontecer o que sempre sonhei. Por tudo isso e por tudo o que ainda está para vir, obrigada H. =) (Vá, agora podes ficar contentinho porque te dei o devido valor e reconhecimento. Ehehe)

Como se todos esses sinais não bastassem, começamos à procura de casa com o meu querido e velho amigo B. mais conhecido por S. (lol), para podermos morar juntos, nós os dois mais ele e a sua querida M. que dentro de pouco tempo virá juntar-se a nós em Londres. Corremos tudo, quase fomos apanhados numa 2ª fraude e tudo. Fomos a agências, vimos casas, ouvimos muitos “nãos”. E apesar de todos os contratempos, acabamos por encontrar “a” casa. Mas nem essa foi fácil para nós. Quando decidimos que era essa a que queríamos, fomos à agência e a rapariga disse-nos “tarde demais, tenho um casal a fazer a transferência do depósito, agora mesmo. Deixem lá, não vos estava destinada. Podem ver mais algumas logo à tarde”. E pronto, a desilusão foi qualquer coisa avassaladora. O S. deu o nr. de telemóvel, para ela o informar se a tarde podíamos ir ver mais casas, e fomos embora. Andámos e andámos às voltas, até que nos lembramos que ele tinha o telemóvel em casa e então, depois de almoçarmos e de o D. ir embora para o trabalho, resolvemos voltar à agência. No caminho o S. diz-me “Se Jesus for pai aquela casa está lá à nossa espera.” e eu desatei a bater-lhe, porque nunca nos íamos perdoar por dizer uma coisa daquelas. Como podemos nós por em causa Deus e/ou Jesus?! É que nós os 2 nem somos muito religiosos, mas pesa na consciência dizer uma barbaridade daquelas. Mas sabem, eu não sei se o que aconteceu depois foi prova de que Deus realmente existe e olha por nós, ou se tudo não passou de sorte, mas a verdade é que a casa estava lá, à nossa espera. =) O S. ainda me disse “Ele anda a olhar por ti. Ele é teu amigo, ham?!”. E agora eu sinto que a minha fé cresceu. Não que isto tenha a ver com a prática da religião, porque continuo a pensar da mesma forma, a achar que existe realmente algo superior e que nada acontece por acaso. Não me considero Católica na mesma. Considero-me Cristã sim, mas nada mais que isso. Mas mais crente. Talvez o próprio Karma entre aqui no meio de tudo isto (e agora parece que ouvi a minha Di a dizer “é Karma! O que fazemos volta para nós!”) e eu esteja a receber finalmente alguma coisa boa por todas as coisas boas que tenho feito. Talvez o facto da minha Miss Carol ter entrado na minha vida, com a sua fé e devoção a Deus, tenha sido também isso um sinal de que tudo ia mudar para mim. E também penso que o finalmente recebi a bonança depois da tempestade. Enfim.

Já viram onde a história dos sinais veio parar?! Fé, Devoção, Religião … possa! Isto há coisas … ! lol. Enfim. Só para dizer que estou feliz e que sei que muitas provações ainda se vão seguir. Agora então, com casa nova a renda um bocadinho mais alta, há que lutar ainda mais para conseguir finalmente viver em condições. Vá lá que (mais um sinal ou um agradável acaso) esta semana vou trabalhar 6 dias (!!!!!) o que significa que vou receber mais um bocadinho e isso vai dar imenso jeito agora. Mas veremos como tudo corre. O principal é acreditar que vão haver coisas sempre a correr mal, mas que também existem coisas que correm bem. =) "

E pronto, foi isto que escrevi há mais de uma semana e nunca cheguei a publicar. Agora partilho convosco.


Beijinho muito grande e muitas saudades *

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Desesperada para vos dar noticias!!!

Maltinha, nem sei ha quanto tempo nao vinha escrever.

Tenho tantas novidades par vos contar, mas tem sido tao difícil vir a net. Primeiro ficamos sem net em casa e (novidade das novidades!!!!!) mudamos de casa! Inacreditável, n'e? Mudamos e gostamos muitos! Mas queria contar-vos tudo detalhadamente, so que nao o posso fazer agora porque ja estou a apropriar-me do Mac do S.

Outra novidade: Comecei a tirar o Diploma em Gestao de Eventos! =D Ate agora estou a adorar. Ja fiz uma amiguinha (claro, Erika Maria sem conhecimentos nao era Erika Maria ;P ), que e Turca. Chama-se Nesrin (provavelmente escreve-se de outra maneira, mas ja e uma sorte eu lembrar-me de um nome tao fora do vulgar para mim).

Mas nem tudo sao rosas. Nem tudo e feliz. Noticias tristes continuam a chegar de Portugal e para mim isso vai despedaçando o meu coracaozinho. =( Estou sempre com vocês, todos vocês que perderam pessoas importantes. Estou longe, mas estou sempre convosco.

Prometo que volto em breve e com mais tempo. E lembrem=me para publicar aqui um post que ja tinha escrito sobre coincidências (ou nao) que me tem acontecido.



Beijo enorme e "ate ja".

domingo, 15 de abril de 2012

Noitinha boa =)

Hoje foi um daqueles dias inesperadamente agradáveis. Eu não disse que tinha acordado bem disposta? Sem grandes expectativas acabei por manter o mood até agora.

Dia sentada na cozinha, em frente ao computador, de conversa com a "família" cá de casa. O M., o P. e o W. (amigo brasileiro) chegaram com carne e fogareiro novo para a amostra do quintal que temos. A M. também chegou e ficou a tarde toda de cozinha comigo. E pronto. Foi animada. Contar histórias, ver facebooks de pessoas que não vemos há que séculos, falar de coisas que queriamos fazer quando chegassemos cá e entretanto tudo aconteceu diferente. Coisas que queremos fazer, que vamos fazer, que não vamos fazer ... enfim. Um mundo de coisas.

Entretanto voltámos à grande questão: vamos para Eastbourne em Setembro ou não? Eu sei que cidade à beira-mar é a minha cara, eu sei, mas não sei mesmo se hei de ir ou não. Por um lado quero ir, porque quero saber como é viver noutra cidade inglesa e porque acredito que o custo de vida é mais baixo. Mas por outro, Londres é Londres. E depois de tanto ter lutado para conseguir arranjar trabalho e viver aqui, custa um bocadinho ir embora. Enfim.


Opiniões para o futuro aceitam-se. =)


Beijinho e até amanhã!

Não é fazer dieta, é ser saudável =)

Bom dia =)



Hoje até acordei tarde (8:30) e razoavelmente bem disposta. Comi um fat-free yogurt e um mini-muffin de chocolate. LoL! Estranho eu dizer isto? Vou explicar: Ontem descobri no blog da Sofia que existe um site maravilhoso chamado Calorie Counter e que nos ajuda a começar uma dieta e/ou controlar a nossa alimentação. Eu, a viver o periodo menos saudável da minha existência, resolvi experiemntar e ver se consigo aprender a comer melhor. Propus-me a perder 1 Kg por semana até Junho, de forma a atingir o peso ideal para mim e estar preparada para os poucos dias de praia que vou ter este Verão (damn!).

Diga-se que o primeiro dia não foi propriamente um sucesso, pois ultrapassei a meta de 1600 Kcal diárias (escolhida por mim) em 270 Kcal. Mas não foi assim um desastre monumental, e serviu para perceber onde está o erro e que tipo de nutrientes e alimentos devo ingerir com maior frequência. Vamos ver no que é que isto dá! =)

Alguém quer experimentar?! Mãe? Mãe M.? Manas? Amigas? Vá, vamos lá a alinhar para sermos todas healthy girls! ;P



Beijinho e "até já"!

sábado, 14 de abril de 2012

Vidinha ...

São 8:15, aqui, em East Ham, Londres. Estou acordada há já uma hora, porque o meu despertador interior programou para essa hora e agora não consigo acordar nem um bocadinho mais tarde. É chato, mas é assim.

Para além do despertador programado no meu cérebro, também tenho as angustias e tristezas que insistem em perseguir-me e, como tal, também não me deixam dormir descansada. Mas partilhá-las aqui não me vai ajudar em nada. O mal de ter um blog público e com a identidade assumida é que as pessoas que conhecemos vão lê-lo e algumas vão fazer tipos de abordagem que às vezes incomodam. Não me incomodaria se fossem apenas opiniões escritas, mas muitas vezes não são escritas, são faladas em voz alta. E para quem prefere escrever em vez de falar (que é o meu caso), essas situações não são agradáveis. Enfim ...

Vou assim falar de outras coisas para me distrair.

Vou começar o meu novo curso no final deste mês. Confesso que estou um bocadinho nervosa e ansiosa. Por um lado quero que comece porque adoro o "tema" e porque sinto falta de estudar. Por outro lado, assusta-me um bocadinho a questão da língua (sim, ainda). Sei que já evoluí bastante mas ainda há imensas coisas que me falham. Os malditos Past Perfect e Present Perfect dão comigo em maluca. Quando tenho de falar no tempo passado engasgo-me tanto ... é frustrante. De qualquer maneira tenho esperança de que isto melhore.

Gostava de conseguir começar a estudar um bocadinho antes do curso começar, para não ir lá fazer a perfeita figurinha de quem não sabe patavina daquilo, mas não sei bem por onde começar. Não sei como me preparar para uma coisa completamente diferente do que já estudei. Mas pronto, a ver vamos. Pelo menos vou ter um diploma da University of London! =P

No trabalho tudo igual (ou não, visto que passei a trabalhar só 3 dias por semana, o que arruinou as minhas perspectivas de juntar algum dinheirinho). Ferraris para cá, Maseratis para lá, uma pasmaceira. De vez em quando lá passam uns Aston Martin, estacionam uns Bentleys, coisa simples. A minha colega M. está gravidinha e então tem sido muito mais animado porque estamos sempre a falar de como vai ser, que nome vai dar, como será a questão do casamento, etc. É um amor, ela. Polaca, morena, 23 aninhos, a 2 meses de terminar a licenciatura em Contabilidade e Finanças. =)

Aqui em casa ... avisinham-se mudanças, mas não são coisa minha, por isso não me posso pronunciar. Só posso dizer que tenho pena, mas que a vida é assim mesmo.

Não quero falar mais. Já estou a falar só por falar, para fugir às coisas que me apetecia mesmo desabafar, por isso vou voltar à cama e lutar para conseguir dormir.


Beijinho e até logo.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Unknowing things like ... Religions

Hoje decidi que tinha obirgatoriamente de vir cá escrever um bocadinho. Não que o humor seja o melhor nem que as preocupações com outros assuntos sejam poucas (antes fossem, que as mesma já saturam, mas pronto), mas porque acho que ando a negligenciar esta parte de mim, a única capaz de reter e registar todos os meus momentos vividos por aqui. Por isso ... aqui estou eu.

Os papás estiveram cá mais uma amiga da mamã, e passámos uns óptimos 5 dias! =D As saudades eram tantas que 5 dias não foram suficientes, mas foram muito muito bons e bem aproveitados. Por um lado fiquei com aquela vontadezinha de ir embora com eles, e as lágrimazinhas depois de ver o autocarro deles partir em direcção ao aeroporto também não ajudaram. Mas por outro lado, percebi que é bom morar aqui, morar longe e estar a viver "a aventura" que nem todos têm a oportunidade de viver. Enfim ... a vida por cá continuará =)

Bono Vox @  Coexistence 

Tenho andando a debater-me com muitas questões, umas mais pessoais e angustiantes, outras mais socio-culturais e intrigantes. O pior é que percebi que cheguei ao derradeiro limite da minha deliberada ignorância em relação à religião (oh Deus, e que ignorante que eu sou, que me acho crente só porque sei que estás aí em cima, algures no céu a olhar por todos nós...). Aqui, feliz ou infelizmente (não tenho bem a certeza), a religião importa (e de que maneira!).

Vou pedir desculpa, DESDE JÁ, por alguma ignorância da minha parte relativamente ao assunto que se segue. E também informo que não tenho nada contra ninguém, sou apenas uma pessoa curiosa no que respeita a diferentes culturas. Ok?! Não pretendo ofender nem desrespeitar ninguém, só quero partilhar as coisas confusas com que me tenho deparado.

Desde que cá vim pela primeira vez, fiquei bastante consciente da mistura de raças que coabita nesta cidade. Costumo até dizer que Londres não é Inglaterra, é uma amostra do mundo. Mas a verdade é que falar e/ou pensar em raças nada tem a ver com religiões (ou pelo menos fica muito aquém da verdadeira questão). Eu sabia que vinha morar para um lugar colorido, no que respeita à cor da pele. Na verdade vinha bastante preparada para encontrar árabes, asiáticos, europeus, africanos, sul-americanos. Mas a experiência tem sido muito mais reveladora que isso. Acabei por descobrir que mais importante do que a cor da pele e a língua que cada pessoal fala, é a crença religiosa e a "obediência" para com os "mandamentos" das mesmas.

Aqui pessoas de várias etnias diferentes são praticantes das mesmas religiões e têm determinados comportamentos impostos por essas mesmas religiões. Aqui tanto sem vêem mulheres árabes de burcas com um único pequeno rectângulo nos olhos, como se vêem mulheres brancas e de olhos azuis vestidas dessa mesma maneira (entenda-se que não ando para aí a tirar-lhes o véu para descobrir qual é a cor/raça delas, mas consegue perceber-se muito bem através da minúscula abertura por onde os olhos espreitam). Outra coisa bastante comum é ver brancas, árabes e negras usarem turbantes (será que nas mulheres também se chamam assim?) a cobrirem-lhes toda a cabeça, deixando apenas a cara de fora. É proibido mostrarem o cabelo. No entanto, apesar de perceber-se que se trata do mesmo tipo de religião, percebe-se que há algumas diferenças, porque umas usam apenas o tecido à volta da cabeça enquanto outras têm claramente algum objecto escondido por dentro do "turbante" de forma a criar volume na parte de trás/cima. Enfim. Até aqui tudo muito bem. O pior da minha ignorância, para mim, começa agora: os judeus.

Primeira questão: alguém me explica exactamente o que são os Judeus?!
Ok, já percebi que são Judeus e não há outra forma de explicar.Está na História e blá blá blá. Mas na minha terra (a minha santa Tuga), nós não somos confrontados com este tipo de diferenciação. Lá vou eu ignorantemente dizer que não faço ideia se em Portugal existem Judeus ou não (aqui é deveras importante saber, visto que passam a vida a perguntar-me isso). Devem existir, como qualquer pessoas de qualquer crenças em qualquer parte do mundo. Mas para mim Judeus eram como Católicos, Anglicanos, Ortodoxos, Muçulmanos, Hindus, praticantes de Santerias, whatever. Eram simplesmente pessoas normais com uma crença religiosa à escolha deles. Só que na verdade tenho presenciado situações e reacções surpreendentes que me levam a questionar se ainda os posso considerar assim, comuns mortais como eu e vocês.

Óbvio que como em tudo o resto, existem casos neutros ou tolerantes e existem casos extremistas. Mas há aqui qualquer coisa que me escapa, pah ... porquê a diferença? Primeiro há a questão do excesso de exibicionismo. Não sei se se deve ao facto de eu trabalhar numa zona maioritariamente Judaica, mas vejo constantemente situação de exibicionismo puro, como passear os Ferraris na mesma rua, vezes sem conta, para verem qual dos Ferraris atrai mais olhares e atenção. E até aqui tudo bem, são pessoas que se vestem normalmente e que simplesmente gostam de mostrar ao mundo as posses que têm (não são muito diferentes de alguns seres irritantes que conheço e nada têm a ver com a ... cultura?). Sempre ouvi dizer que os Judeus foram um povo muito massacrado e escravizado no Passado, logo até é natural que tenham aquela tendência de querer mostrar ao mundo que apesar de tudo isso vivem bem e se calhar até melhor que certos povos que os escravizaram.


Outra coisa bem diferente é ver os Judeus extremistas (designação dada pelas minhas colegas de trabalho e sobre a qual nada posso dizer pois não tenho conhecimento), com as cabeças rapadas e os fiapos de cabelo caídos ao lado das orelhas, os chapéus pretos ou aquelas pequenas toucas na parte de trás da cabeça, ou ainda as mulheres que nunca na vida podem usar calças ou calções e apenas lhes é permitido usar saias pretas ou azul-escuras por baixo do joelho e sempre (repito, sempre!) com collants nas pernas. Também não podem mostrar os cotovelos nem pele abaixo do pescoço. Pior ainda é que não se misturam com outras pessoas, outras raças, outras crenças religiosas. Não se misturam sequer com pessoas que não praticam qualquer tipo de religião, e muitos são desagradáveis e/ou arrogantes para com aqueles com quem são obrigados a ligar no dia-a-dia.

Será que é só para mim que é estranho este tipo de culturas impressionar-ME mais do que burcas?! Once again, não me interpretem mal, mas sinto-me perdida no meio dos meus pensamentos e dos factos que me são apresentados todos os dias. Eu juro que me estou a tentar manter indiferente e imparcial, apesar de toda a pressão psicológica a que estou exposta no trabalho. Eu sei que lá não fazem por mal, mas as pessoas parecem simplesmente não gostar dos Judeus e eu só queria perceber o porquê. Para mim continuamos todos iguais a partir do momento em que todos temos corpos de forma humana. Todos temos pernas, braços, tronco, cabeça, o mesmo tipo de doenças, o mesmo tipo de necessidades e características biológicas, e todos respiramos o mesmo ar. Como tal, eu sou imparcial. Aliás, informo já que odeio Nazis e sinto raiva do que fizeram no passado a um povo que tanto interesse me desperta. Da mesma maneira que odeio cada opressor que existe ou existiu no mundo.

Enfim, acho que escrevi muito e sobre temas muito muito complicados/polémicos. Sei bem quando ponho os pés em solo instável, e sinto que desta vez o terreno que piso não é o mais seguro. De qualquer maneira, vejo-me como uma criança neste assunto, pois não sei muito sobre nada disto e o pouco que possa saber provavelmente chegou-me distorcido ou alterado.

Vou é dedicar-me aos meus tarecos e problemas. Obrigada por me deixarem desabafar com vocês =)


Beijinho e até já!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Not 100% happy but not sad =)

Não sei porque é que não me tem apetecido vir cá escrever. Acho que comecei a comecei a ficar farta de escrever sempre coisas tristes. Então hoje aproveitei que até estou bem disposta e vim até aqui dar novidades (que na verdade não são nenhumas, mas pronto).

Por aqui tudo na mesma: Casa-Trabalho, Trabalho-Casa. Ando a trabalhar que nem cão e o que ganho é muuuuito muuuuito pouco, mas pelo menos "é"! O D. também tem andado ocupado com os 2 jobs que arranjou, e apesar de muito instáveis, sempre vão sendo bons para ganhar £, melhorar o Inglês e andar ocupado. O mais chato é que há dias em que não nos vemos, a não ser quando um está a dormir e o outro acorda ou se vai deitar. Eu saio as 8:45 da manhã e chego as 17:30 a casa. Ele sai as 16h e às vezes só chega à 01h. A bit annoying but that's okey. Pelo menos estamos os 2 a trabalhar. =)

De resto ... a minha Lady Carol foi passar uns diazitos a casa, em Alicante, e só volta dia 18 (que saudades e que falta ela me faz). E a C., a portuguesa que também conheci no curso de inglês, decidiu voltar para a Tuga. Vai na 3ª feira. Pelo menos já vai com entrevistas marcadas em hotéis. Fico feliz por ela =) Claro que por um lado também sinto aquele bichinho a dizer "também devias ir", mas por outro sinto que o meu lugar agora é aqui, pelo menos por enquanto. Pelo menos até ao Verão.

Anyway, os pais estão quase a chegar! =D Chegam 6ª feira, mais a amiga da mãe, a L., que teve a amabilidade de lhes dar umas aulinhas de english. Não sei vão ter uns dias propriamente turísticos mas pelo menos vão ver alguns sítios bem giros e nada crowded. =) Ainda pedi para trocar dias e ficar com o Sábado (que não é um dia normal de trabalho para mim, e sim uma substituição para férias de outra pessoa) e a 3ª para poder aproveitar tempinho com eles e levá-los ao bus quando forem embora, mas a manager não foi propriamente simpática e disse logo "só te dou um dia e é se alguém não se importar de o fazer por ti!", logo fiquei a arder. Mas como eu sou nova e preciso da miséria que me pagam, eles sabem que me podem obrigar a trabalhar os dias que forem precisos, pois não estou em posição de dizer um belo e redondo "não!". De qualquer forma, deu-me a 3ª para poder fazer maldade a outra menina e obrigou-me a ficar com o Sábado. Cá nos arranjaremos =)

E é isso, por agora. Beijo enorme e até já! *